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quinta-feira, agosto 13, 2009

Ensino Especial recebe verbas diferenciadas…

JN

Deputada Luísa Mesquita denuncia casos de disparidade no financiamento a centros e unidades…

Ontem-13 Agosto 2009

ALEXANDRA INÁCIO

Há grandes disparidades nas verbas atribuídas pelo Ministério da Educação às unidades de Ensino Estruturado e Centros de Recursos TIC para a Educação Especial. A denúncia foi feita, ao JN, pela deputada Luísa Mesquita.

Na área da Direcção-Geral de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, dois dos centros responderam à deputada independente que receberam em 2008, cinco mil euros, outro oito mil e um dez mil - são quatro exemplos.

A história começa com um requerimento enviado por Luísa Mesquita ao Ministério da Educação (ME) sobre os investimentos na Educação Especial, localização e calendarização de abertura das unidades de apoio a alunos com autismo, multideficiência e centros de recursos TIC. A resposta não tardou, o ME forneceu à deputada a lista disponível, na página da Internet, da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. Luísa Mesquita começou então a enviar uma carta a cada um dos 25 centros e a "algumas" das 378 unidades de apoio. Entre as Unidades de Ensino Especializado são muitas as que respondem que, no ano lectivo passado, receberam um apoio de 900 euros da tutela, sobretudo para compra de material; mas também houve escolas que receberam 1300 para uma unidade que funciona a tempo parcial. A algumas as câmaras municipais reforçaram o orçamento, com verbas entre os 200 e os mil euros anuais; uma no Algarve, cuja unidade funciona desde 2006, recebe 75 euros por mês do ME.

Há até uma unidade que, apesar do nome constar da lista fornecida pelo ME, garante Luísa Mesquita, responde que "não existe naquele agrupamento qualquer unidade de Ensino estruturado vocacionada. Este agrupamento dispõe de um quadro técnico de Educação Especial, no qual estão integrados três docentes especializados". Entre as quase 20 respostas a que o JN teve acesso este é no, entanto, o agrupamento com maior número de docentes colocados e que este ano lectivo, escreve o presidente do Conselho Executivo, recebeu da Direcção Regional de Educação do Algarve 1920 euros. A quase totalidade desses centros e unidades são assegurados por dois docentes (um a tempo inteiro, outro a tempo parcial e duas auxiliares também nesses regimes). Nem todos mencionam dispor de terapeutas da fala ou psicólogos, os que o fazem frisam que esses técnicos estão a tempo parcial. Há uma excepção, um agrupamento do distrito de Castelo Branco, que tanto terapeuta como as auxiliares, técnicos de desporto e de música são pagos pela autarquia.

Os equipamentos tecnológicos disponíveis nos Centros TIC são adaptados às deficiências dos alunos; esse software tem sido fornecido pela Fundação PT ao abrigo do "Projecto Astro" assinado com o ME. São 25 no país.

Na última Comissão Parlamentar de Educação com a ministra e secretários de Estado, Luísa Mesquita, questionou sobre a disparidade de verbas. Não ouviu qualquer resposta. O JN também colocou o mesmo problema ao ME, sem sucesso até à hora de fecho da edição

segunda-feira, agosto 10, 2009

O desconhecido mundo do autismo

Nuno, de quatro anos, é diferente. À primeira vista nada deixa advinhar que é uma criança autista, mas depois de uma primeira tentativa de diálogo as dúvidas ficam dissipadas. Rui tem 18 anos e, também, é autista, mas os sinais são já evidentes. Não fala, não come pela própria mão, baba-se, usa fraldas e comunica através de ruídos ‘estranhos’.
Como Nuno e Rui (nomes fictícios) existem muitas pessoas autistas em Portugal, apesar de não haver estatísticas e os responsáveis temerem que alguns estão “escondidos, desprotegidos e excluídos da sociedade”.
Esta síndrome comportamental atinge milhares de pessoas. Em Portugal não se sabe ao certo quantos autistas existem. No distrito de Braga pensa-se que a prevalência seja de 280 pessoas. E para dar resposta aos casos de autismo verificados no distrito nasceu em Outubro de 2007 o núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), com sede em Palmeira.
A APPDA tem como missão principal apoiar pessoas com perturbações do desenvolvimento do espectro autista (PEA), de todos os grupos etários, criando e gerindo as estruturas necessárias para as apoiar, pautando a sua actuação pelo respeito dos direitos consignados na ‘Carta para as pessoas com autismo’.
“Após um grupo de pais ter iniciado uma série de reuniões de ‘Partilhas’ no Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital S. Marcos e tendo-se constatado os inúmeros problemas relacionados com a falta de apoios aos pais e consequentemente aos autista do distrito deu-se início ao projecto sendo eleito um grupo coordenador com o objectivo de avançar”, lembraram ao ‘Correio do Minho’ dois elementos da equipa coordenadora, Francisco Veiga e Ana Paula Leite, pais de uma menina autista.
Terapia para os filhos e ‘partilhas’ para os pais
Depois de diversos contactos com a direcção da APPDA- Norte, sediada em Vila Nova de Gaia, “para prestar o apoio necessário, dado que possuem know-how desejado, o núcleo começou a dar os primeiros passos”, salientou Ana Paula Leite. E atirou: “não havia nada no distrito e era preciso ajudar os autistas e os familiares mais próximos”.
Neste momento, o núcleo, que ocupa as instalações da antiga escola do Assento, na freguesia de Palmeira, tem disponível apoio com terapias da fala e ocupacional e psicologia. “Neste momento temos 13 crianças a receber apoio especializado. Adaptou-se uma sala para as crianças terem terapia da fala, tera- pia ocupacional e psicologia. Estas crianças que sofrem de autismo frequentam os jardins de infância e escolas do dito ‘ensino normal’”, contou aquela responsável.
O drama vivido pelos pais familiares dos doentes autistas é “impossível” de descrever. As mãos tremem quando se sabe o diagnóstico. Os pais correm hospitais, ouvem ‘falsos’ diagnósticos. A única certeza que têm é que a doença não tem cura. E, a partir daí, vem primeiro a negação, depois a raiva e a pergunta: “Porquê o meu filho?”.
“Lidar com um autista tem dias melhores e dias piores”, desaba- fou Ana, admitindo que “não é fácil, mas a partir do momento que se tem o diagnóstico é preciso arregaçar as mangas e fazer tudo pelo filho”.
Para além das sessões terapêuticas, na primeira sexta-feira de da mês realiza-se uma reunião com os pais no núcleo da associação. “É o que chamamos ‘Partilhas’. Neste encontro, os pais falam o que lhes vai na alma. Todos temos em comum o mesmo problema: o autismo. E, por isso, falamos todos a mesma linguagem.
Desta forma conseguimos mostrar aos pais que não estão sozinhos e sentimo-nos mais seguros”, confidenciou o casal. Todos os pais aproveitam para “trocar experiências, apesar de não haver casos iguais”, evidenciam Francisco e Ana Paula, acreditando que “ao ouvir falar os pais de um jovem adulto, já se está a preparar os pais de crian- ças mais pequenas para o que vem aí”.
Alguns miúdos, explicou Ana Paula Leite, “conseguem chegar a uma autonomia muito boa e a intervenção precoce é fundamental, quanto mais cedo for identificado o problema, mais trabalho se pode fazer para criança ter mais autonomia”.
APPDA-NÚCLEO DE BRAGA: Construção de centro de actividades é urgente
Trabalhar na intervenção precoce e a construção do
Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) são os próximos passos que o núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) quer dar. “Pelas nossas contas daqui a dois meses esperamos estar constituídos como associação e, a partir daí, é que podemos andar para a frente com os projectos”, acredita Francisco Veiga, elemento da equipa coordenadora do núcleo de Braga.
Neste momento, o núcleo de Braga, continua dependente da APPDA- Norte, em Vila Nova de Gaia. “Estamos a tratar da constituição da associação para começar a caminhar no sentido de ter um CAO com todas as condições. Temos esperança que a sociedade consiga perceber o objectivo do projecto. Mais vale devagar e dar passos seguros”, sublinhou, ainda, aquele responsável.
O CAO vai “ajudar muitas crianças e jovens, porque, a partir do momento que acaba a escolaridade mínima obrigatória, a maior parte não tem condições de prosseguir os estudos. A partir daí, os pais têm sorte e até arranjam uma instituição que fique com os filhos ou, então, têm que ficar com eles em casa, porque a maior parte dos autistas não tem uma vida autónoma e normal”, referiu, por sua vez, Ana Paula Leite, pertencente, também, à equipa coordenadora do núcleo.
Depois dos pais saberem o diagnóstico, aparecem no núcleo para saberem se existe CAO ou residência. A resposta é negativa e os responsáveis do núcleo acabam por “perder-lhes o rasto”. Por isso, “é urgente a construção do CAO, porque as famílias não têm onde deixar os filhos”, apelam aqueles responsáveis.
O apoio dado pela Junta de Freguesia de Palmeira e pela Câmara Municipal de Braga na cedência do espaço, onde funciona a actual sede, deixa “gratos” os pais das pessoas autistas. Mas querem mais. “Há uma promessa de cedência do terreno ao lado da sede, onde está o recinto desportivo, para, eventualmente, instalar o CAO”, atirou Francisco Veiga. E foi mais longe: “vamos, também, trabalhar para obter, junto dos serviços da empresa municipal, apartamentos para funcionar como apoio de rectaguarda para os pais”, justificando que se está a falar “de pessoas que têm um tempo de vida como qualquer ser normal e há situações graves, porque são pessoas que não têm autonomia, nem para fazer a higiene pessoal. Enquanto são crianças é mais fácil, quando chegam a adultos a situação torna-se muito mais complicada”.
O núcleo pretende, ainda, proceder às adaptações e modificações no edifício-sede para a criação de uma valência de intervenção precoce para a qual está a tentar arranjar mecenas. Continuar a funcionar como gabinete, oferecendo serviços nas áreas da psicologia, terapia ocupacional e terapia da fala, para os quais estão acreditados junto da Segurança Social, é outra das pretensões do núcleo.
No passado mês de Julho, os responsáveis do núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) promoveram um ATL de férias para as crianças e jovens que sofrem daquela doença. Um risco que valeu a pena correr, até porque não é fácil lidar com pessoas que sofrem desta doença.
“Não foi fácil conseguir manter os mais pequenos ocupados. Na primeira quinzena tivemos cinco participantes e na segunda foram seis e para ajudar na organização das inúmeras actividades contamos com a preciosa ajuda de estudantes voluntárias do ISAVE”, contou Francisco Veiga, um dos responsáveis do núcleo.
Entre uma visita à Quinta Pedagógica, as crianças e jovens fizeram alguns passeios e na sede do núcleo realizaram algumas actividades, nomeadamente, tra- taram de uma horta. Além disso, fizemos um convívio no fim-de-semana com os pais.
As instalações que existem em Palmeira “chegam para as necessidades das 13 crianças (de Braga, Póvoa de Lanhoso, Famalicão, Guimarães e Vila Verde) que recebem apoio”.
Investir em acções de divulga- ção e informação, promover e dar continuidade às reuniões de ‘partilhas’ e realizar convívios entre os associados e amigos das famílias com pessoas autistas são actividades que o núcleo pretende continuar a fazer. “É preciso orientar e dar informa- ção aos pais, porque são confrontados com um problema e não sabem o que fazer”, justificou aquele responsável, lembrando que este ATL foi “muito importante”, porque chega-se a esta altura e as escolas fecham e ninguém fica com as crianças.

quinta-feira, julho 23, 2009

Causa Speranza em Portimão

Paxi

Por iniciativa da Strawberry Dreams, que está a organizar e promover o “Carnaval da Bahia Portimão 2009”, Paxi Canto Moniz vai ter uma presença no recinto que abrigará este evento inédito em Portugal nos dias 24, 25 e 26 de Julho. Desta forma, o Carnaval da Bahia associa-se à causa Speranza colaborando com a oferta do espaço onde se processará a venda de acessórios que são transformados e finalizados por Paxi com base em peças de cerâmica feitas à mão, por pessoas da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA de Lisboa). A associação do Carnaval da Bahia à causa Speranza insere-se no conceito do projecto que tem como objectivo "buscar a satisfação capaz de fazer brotar a alegria ". Ao colaborar com esta causa nobre e solidária a organização sente que cumpre este objectivo. Vale a pena salientar que a causa Speranza na rede social Facebook foi fundada por um jovem de 26 anos portador de Trissomia 21 e já conta com mais de 3500 aderentes.
Paxi Canto Moniz acredita que as pessoas com perturbações de desenvolvimento e autismo, ao serem ajudadas, conseguem sentir a motivação necessária para terem um objectivo de vida, assim como sentirem-se úteis na sociedade em que vivem.
Com esta acção, Paxi que é também uma entusiasta do Brasil e das suas festividades será também um dos rostos deste evento. Será possível vê-la hoje juntamente com o anfitrião do Carnaval da Bahia, António Pereira Dias, no Programa “Você na TV” da TVI, a partir das 10h00, onde aproveitará a ocasião para lançar o site www.speranza.pt

quarta-feira, julho 22, 2009

O MEU TESTEMUNHO-Paula Alves

Quando cheguei a esta unidade

Fiquei muito baralhada

Só tinha trabalhado em fábricas

Não sabia tomar conta da pequenada

 

Havia algo de diferente

Para mim não eram normais

Mas com o passar do tempo

Descobri o quanto são Especiais

 

As pessoas pensam que eles são diferentes

Sim…com alguma razão,mas…

A única diferença é que eles

Precisam é de uma Especial Atenção

 

Pois é, ser Autista é assim…

Penso q alguns vão ter a tal liberdade

Mas por outro lado não conseguem

Fugir a esta pobre sociedade

 

Sociedade que não quer Ver

Sentir , Compreender , Amar

Acham q são “deficientes e”

Que deviam de pertencer a uma “Cercivar”

 

Pois estão muito enganados

Eles podem conviver socialmente

Gostam de ser abraçados e acarinhados

Como muito boa gente

 

Aqui deixo o meu testemunho

Espero que ao lerem o meu desabafo

Tenham mais consciência e

Possam dar o primeiro passo

 

Eles precisam de serem amados por toda a gente…Porque ser Autista não é ser Diferente…

Obrigada aos alunos desta sala.

Eu consegui dar o tal Passo…Bjinhos para todos.

segunda-feira, julho 20, 2009

Crianças: Reabilitação tem de ser precoce

Sem apoios do Estado

Notícia Correio da Manhã…

Os pais das crianças com autismo queixam-se da falta de apoio por parte do Estado, situação que se agrava com o valor das terapias necessárias para a reabilitação e bem-estar dos seus filhos. Cada família paga entre 400 a 1000 euros mensais, de acordo com as horas de terapia comportamental, sem contar com outras despesas associadas, como medicamentos ou terapias da fala. Estima-se que há em Portugal 65 mil crianças autistas.ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_893DA371-9915-4DA3-9A73-9DDB95263AD3_img_detalhe_noticia_pt_1

João Pedroso, pai de uma criança de dez anos com autismo, garante que toda a sociedade ganhava se o Estado apostasse na reabilitação destas crianças. "O Estado iria investir muito dinheiro no meu filho, mas recuperaria esse valor porque não precisava de gastá-lo no ensino especial, em auxiliares, em instituições, nas quais estas crianças são pesos mortos para a sociedade. Os nossos filhos podiam ser autónomos e nós não vivíamos nesta angústia de não saber o que lhes acontecerá. Ganhávamos todos: as crianças, os pais e a sociedade, que não tinha de pagar impostos para estes miúdos estarem institucionalizados."

Devido às dificuldades de interacção social e de comunicação destas crianças, uma intervenção precoce e adequada pode fazer a diferença em termos cognitivos e de qualidade de vida. Estudos recentes comprovam que se uma criança de quatro anos for reabilitada, pelo menos durante dois anos, pode frequentar o ensino regular em igualdade de circunstâncias com os seus pares. Caso contrário, só 3% dos doentes terão vidas independentes. "Há situações em que parecem curados", afirma João Pedroso.

"ESTAS CRIANÇAS EVOLUEM": Vanessa Ferreira, Técnica de reabilitação

Correio da ManhãNo caso do autismo, a ficção corresponde à realidade?

Vanessa Ferreira As crianças autistas são todas diferentes. O espectro do autismo é muito grande. As crianças que conhecemos como agressivas foram, regra geral, deixadas ao abandono, sem nenhum acompanhamento, o que foi piorando com o tempo.

– Estas crianças desenvolvem capacidades especiais?

– Depende muito da criança. Há crianças de três anos que sabem mais coisas do que as ditas normais. Muitas delas têm uma grande capacidade de memorização mas não conseguem integrar o que aprendem num contexto.

– Quais os benefícios de uma intervenção precoce?

– Quando reabilitadas precocemente estas crianças evoluem ao nível comportamental, da autonomia, da auto--ajuda e da socialização.

"HÁ PAIS QUE NEGAM A DOENÇA"

Paula Jardim é mãe do Manuel, uma criança com autismo. Mesmo só tendo tomado conhecimento da doença do filho quando este tinha dois anos e meio, garante que nunca se sentiu incapaz de lidar com uma realidade que também passou a ser a sua. "Eu não me apercebi que o Manuel tinha autismo. A doença foi crescendo e, talvez por isso, não houve propriamente um choque. Fiquei triste, mas a única coisa em que pensei foi trabalhar para o ajudar."

Para Paula Jardim é impossível falar do filho sem esboçar um sorriso. O orgulho de cada conquista supera qualquer fracasso. "O que ele mais gosta é de ir a casa dos familiares. Quando íamos ao Norte, ficava tão contente que ia duas horas e meia com a almofada na cabeça, a esconder-se. Ele arranja um objecto que o ligue às pessoas em vez de estar com elas. Não é que não goste delas, mas é a maneira que ele encontra para manifestar a sua emoção", conta.

Ainda assim, admite que a vergonha ainda predomina em algumas famílias. "Há muitos pais que negam a doença, que preferem não dizer, que têm a esperança que o filho se cure. Acho que todos devem saber o mais depressa possível para os poder ajudar. Eu gostaria de ensinar a minha família para saberem como podem ajudar."

PERFIL

Manuel tem 11 anos e uma grande alegria de viver. Está no centro ABCReal da Costa de Caparica desde Fevereiro. Apesar de ter tido uma evolução lenta, já adquiriu a capacidade de resposta ‘sim/não’ e melhorou a comunicação. Em Setembro frequentará o 3.º Ciclo.

PORTUGAL TEM 65 MIL MENORES AUTISTAS

Estima-se que em Portugal sejam cerca de 65 mil as crianças autistas, número sobreavaliado segundo Carlos França, director do centro ABCReal Portugal, o primeiro pólo português vocacionado para a Análise Comportamental Aplicada (ABA) – um método de intervenção utilizado junto das crianças com autismo. "Penso que estamos acima das 150 mil, dado que uma criança em cada 154 mil nascimentos tem autismo. Ainda há muito desconhecimento em relação a esta doença, também motivado pelo facto dos pais terem vergonha ou por quererem proteger os seus filhos", referiu.

terça-feira, julho 14, 2009

Cirurgia às duas raparigas com paralisia cerebral "correu bem"…

Cirurgia

14.07.2009 - 18h34 Lusa

A cirurgia às duas raparigas de 13 anos com paralisia cerebral no Hospital Egas Moniz (Lisboa) "correu bem" e os resultados serão visíveis dentro de dias, disse hoje o neurocirurgião Manuel Dominguez.
"As meninas foram operadas hoje à espasticidade [caracterizada pela rigidez muscular], correu tudo bem" e dentro de dois ou três dias vão já sentir melhorias e poder regressar à sua vida normal, adiantou o director do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Egas Moniz.
A cirurgia de tratamento, que pode diminuir 92 por cento da espasticidade, consistiu na colocação de uma pequena bomba de infusão de medicamento, implantada por baixo da pele do abdómen e que irá administrar continuamente doses de medicação de forma precisa, de forma a permitir o controlo da espasticidade do doente. A bomba de infusão de medicamento implantada vai diminuir a frequência dos espasmos, dor, fadiga, aumentar a mobilidade do doente e melhorar as suas funções e actividades diárias.
Manuel Dominguez explicou que esta cirurgia não tem recobro praticamente nenhum, é apenas anestésico, e que as raparigas vão ficar internadas durante dois ou três dias apenas para acertar a dose melhor do fármaco. As estimativas apontam que oito em cada dez pessoas com paralisia cerebral têm rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e pernas.
Os sintomas podem variar entre uma leve contracção e uma deformidade severa. A impossibilidade de controlar os músculos poderá aumentar o grau de dificuldade para realizar actividades diárias como vestir, comer, escovar os dentes ou os cabelos.

quarta-feira, julho 08, 2009

Desafio…Adivinhem!!!!!

 Adivinhem!!!!     Adivinhem 2!!!!

                                         ESTEREOGRAMAS

              (CLIQUE NAS IMAGENS)

Olha só que interessante! Tenta ver as imagens escondidas na figura. Há dois métodos. Um é dirigir o olhar para um ponto entre os olhos e a imagem (visão convergente); o segundo ocorre quando se fixa um ponto além da imagem (visão divergente). Todos os desenhos são feitos para serem vistos com a visão divergente. Mas também é possível vê-los com a visão convergente, mas a informação de profundidade da figura vem ao contrário, ou seja, ela vai aparecer "aprofundada ", e não em alto relevo, como na visão divergente. Quando os olhos divergem duas vezes mais do que o necessário, vê-se uma imagem mais complexa do objecto escondido na imagem. Para que consigas ver tens que fixar bem o olhar no centro da imagem e deixar que a vista fique embaçada, desfocada... aí aparece a imagem "oculta"! Há pessoas que preferem encostar o nariz na imagem e ir-se afastando, deixando o olhar fixo no centro da imagem, sem tentar "focar".  Será que consegues ver???  Acho que sim!!! Tenta, então. É lindo!!!

DIGAM O QUE APARECE!!!!!!!SE CONSEGUIREM!!!!!

sexta-feira, julho 03, 2009

Alunas criam brinquedo para criança Autista…

Um grupo de alunas do 12º ano da Escola Secundária de Santa Comba Dão (ESSCD) construíram um boneco adaptado para entregar a uma criança portadora de autismo.

"Um cão, um comando que faz de livro e uma casota, são os três brinquedos que compõem o boneco adaptado", refere José António, professor da escola ESSCD.

As alunas escolheram o tema "reabilitação cognitiva" para ao longo do terceiro período lectivo, desenvolver o boneco adaptado, na disciplina de Área de Projecto . "Escolhemos o tema reabilitação cognitiva e depois fomos falar com uma professora do Instituto Piaget para saber como podíamos explorar mais este assunto" explica Liliana Costa, uma das colaboradoras do projecto.

O brinquedo contém um circuito electrónico que é activado quando a criança carrega no botão do livro e depois o cão começa a ladrar. O som do cão vai estimular a parte motora e cerebral da criança. "Este brinquedo vai ser entregue a uma criança com autismo, mas podia ser entregue a outra criança qualquer, visto que o objectivo principal do brinquedo é estimular o desenvolvimento das crianças", esclarece Sofia Marques, outra das alunas envolvidas no projecto.

As alunas pensaram ainda em doar o brinquedo a um dos lares do concelho, mas quando tiveram conhecimento da criança que frequenta a Creche da Misericórdia nem hesitaram em lhe oferecer o boneco.

A entrega do brinquedo ainda não ocorreu porque a criança se encontra hospitalizada.