terça-feira, maio 25, 2010

Britânica é acusada de matar filho autista de 11 anos

Ao ser presa, ela teria dito aos policiais que 'agora ninguém mais pode apontar o dedo para ele'.

Uma mulher britânica é acusada de matar seu filho autista de 11 anos por ter supostamente se cansado de vê-lo sendo motivo de “Gozarem”com ele na rua.

Yvonne Freaney, de 48 anos, foi presa no sábado após seu filho Glen ter sido encontrado morto em um hotel perto do aeroporto de Cardiff, no País de Gales.

Segundo a polícia, amigos e familiares haviam dado o alerta no sábado por temerem pela segurança do menino.

Os policiais teriam chegado ao hotel três minutos depois, mas Glen já estaria morto sobre a cama, com a mãe a seu lado segurando sua mão.

Corpo

Segundo a descrição da cena relatada durante uma audiência judicial na terça-feira, ela teria dito aos policiais: "Pelo menos agora ninguém mais pode ficar apontando o dedo para ele".

Acredita-se que ela tenha permanecido no hotel com o corpo do filho por dois dias.

Yvonne, que tem outros três filhos, com 14, 19 e 22 anos, teria se separado recentemente do marido.

Após a audiência, ela foi levada a uma clínica psiquiátrica, onde deve permanecer pelo menos até a próxima audiência, no dia 14 de junho.

Autismo angariou fundos na Feira do Livro de Coimbra

Na edição 2010 da Feira do Livro de Coimbra, que ontem terminou, houve por lá uma banca “diferente” de todas as outras. Não teve livros em exposição, mas lápis, molduras, dominós, entre outros. Mas, então, o que lá esteve a fazer? A exemplo do que já tem feito noutros locais da cidade, a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e do Autismo (APPDA) promoveu uma campanha de angariação de fundos para concretizar os projectos que tem em mente.

A candidatura à medida 6.12 do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) para a construção de uma residência autónoma para autistas foi aprovada e contemplada com 75 por cento do custo total, ou seja, com 150 mil euros. Agora, a APPDA está focada no amealhar de 50 mil euros para completar a verba necessária para arrancar, ainda este ano, com a obra em Cruz de Morouços, na freguesia de Santa Clara. A residência autónoma será a primeira do género em toda a região Centro.

Desde 16 de Abril, dia do início da edição deste ano da Feira do Livro, a população tem mostrado ser «solidária». «Coimbra aderiu e contribuiu», lançaram, em forma de agradecimento, Joana Pires e Daniela Santana, da APPDA de Coimbra, informando que a casa acolherá cinco residentes, já sinalizados, que durante o dia farão a sua vida normal, embora, no regresso a casa, encontrem técnicos para os apoiar. A pequena casa, adquirida pela associação, vai ser adoptada para cumprir todas as normas legais de uma residência autónoma.

A APPDA de Coimbra, que acompanha 36 pessoas, assume a existência de uma carência mais grave na região Centro: um lar residencial para grandes incapacitados, a quem pais e familiares esgotados possam confiar a vigilância e o apoio dos seus filhos com autismo. A estrutura de lar é uma ambição antiga, foi já projectada para um terreno em Travanca do Mondego, no concelho de Penacova, recebeu aprovação em termos técnicos e financeiros, mas não chegou a obter dotação de verba comunitária.

Salas estruturadas nas escolas ajudam crianças autistas

Salas estruturadas nas escolas ajudam crianças autistas

Martim tem nove anos e é autista. Uma em cada mil crianças em Portugal sofre desta síndrome, estimam os especialistas. Porém, a mãe de Martim quer que o filho seja mais que uma simples estatística e luta para que seja cada vez mais autónomo. A criança frequenta uma das 187 unidades de apoio especializado para estes alunos, dividindo o tempo com uma turma "normal" na escola no Alto de Santo Amaro, em Lisboa.

É numa sala estruturada, "estupidamente organizada" (como diz com humor a mãe, Isabel Pedroso), que Martim aprende com a professora Nélia Martins as funções básicas de interacção social e a conquista de autonomia.

Martim apenas diz algumas palavras, "mas percebe tudo". Um dos objectivos é aprender a comunicar, algo que faz através de associações. "Tem um livro com imagens dos alimentos, da casa de banho, símbolos dos jogos e outras coisas. Assim, ele diz-me o que quer fazer. Ganhou iniciativa", salienta. Aos nove anos, ainda não aprendeu o "socialmente correcto". "Vai ao supermercado e começa a arrancar as etiquetas de promoções que encontra", contou. Mas Isabel diz que ele fez progressos. "Ele era muito impaciente quando tinha de esperar para comer. Agora já sabe sentar-se à mesa, esperar, ir buscar o prato..."

Isabel sabe que o filho terá sempre uma autonomia limitada, mas nem todos os casos são assim. A professora Nélia Martins diz ter um aluno que é muito evoluído e que se continuar com um bom trabalho poderá até ter um emprego: "Ainda que terá sempre de ser acompanhado."

Mas independentemente do grau de autismo, há pontos em comum nas salas estruturadas. Quer ao nível da organização quer da rotina de aprendizagem, em que lembram salas do pré-escolar.

"Têm os espaços delineados com fitas de cor. Há a área de grupo, da música, para brincar, área do aprender e do trabalho, entre outros espaços", explica Inês Larcher, terapeuta da fala da Associação de Pais e Amigos da Criança Deficiente Mental (APPACDM) de Lisboa, formadora no método.

É na área de aprender que os alunos começam a dar os primeiros passos rumo aos objectivos. Estão apenas acompanhados pela professora e só quando esta considerar que já adquiriu os conhecimentos, o aluno passa para a de trabalho, onde terá de fazer o que aprendeu sozinho: o início da autonomia ambicionada.

"Estas crianças eram vistas como não educáveis. Com esta metodologia percebeu-se que com uma estrutura rígida é possível mais tarde o autista ganhar autonomia", disse ao DN. E como diz Nélia Martins "são os miúdos das mil vezes", ou seja, são precisas muitas repetições para se concretizar um objectivo.

"Comer, vestir, ir à casa de banho, as relações com colegas e adultos são algumas das aprendizagens por que todos passam", afirma a professora. Depois há que aprender a ler os números, emparelhar - como juntar 1+1 - e resolver pequenos problemas de matemática, entre outros exemplos. Nélia Martins explica que para todos os alunos autistas são estabelecidos objectivos, depois de analisado clinicamente, que vão sendo alterados lentamente durante a evolução.

Os autistas não reagem bem a mudanças. Precisam de um horário rígido, com tudo organizado: "Se, por exemplo, vai faltar a terapeuta da fala, eu tenho de antecipar essa situação. Não lhe posso dizer que vai ter a sessão e depois mudar, a reacção pode ser má a nível comportamental."

O ideal para estes alunos é conseguirem estar o maior tempo possível com a turma "normal", e as salas estruturadas começarem a serem vistas como "explicações". Martim ainda passa grande parte do dia na sala estruturada, mas há alunos que já inverteram a situação.

Estas unidades estruturadas têm a metodologia TEACCH, que foi desenvolvida nos anos 70 pelo norte-americano Eric Shopler e que é cada vez mais usada. Actualmente, são mais as salas estruturadas no 1.º ciclo. Porém, começaram a surgir as de 2.º e 3.º para que as crianças continuem o trabalho.

sexta-feira, maio 07, 2010

Vamos ajudar a Maria Inês!!!

A Maria Inês de 8 anos está a precisar da nossa ajuda! No passado 15 de Março foi diagnosticada uma Leucemia Mieloblástica Aguda. A Inês espera encontrar um dador compatível para transplante.

A colheita de sangue para angariação de dadores de medula óssea será efectuada no Hotel Meia Lua em Ovar no dia 6 de Junho (domingo) das 9.00h às 12.30h / 14.00h às 17.30h.A inscrição é feita no local.

Nao fique indiferente...Junte-se a esta Causa...Não espere mais tempo!

TORNE-SE  DADOR! SALVE UMA VIDA!