segunda-feira, dezembro 21, 2009

Postal de Boas Festas

presepio 9

“Usa o Vermelho da vida e o Branco da paz para seres um verdadeiro PAI NATAL que distribui a felicidade.

A Unidade de Ensino Estruturado de S. Donato deseja aos Familiares e Comunidade um Feliz Natal!!!

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Associação Portuguesa de Autismo

Este natal, todos juntos podemos fazer a diferença!
Emissão especial de natal, a SIC ajuda algumas instituições mais carenciadas...

segunda-feira, dezembro 14, 2009

O estranho caso do inesperado bestseller da década

O livro sobre um miúdo autista vendeu mais de dois milhões de cópias no Reino Unido. Só Dan Brown o ultrapassou…

mark warhol 

Einstein, Mozart, Sócrates, Stanley Kubrik e Andy Warhol, além de geniais, tinham outra coisa em comum: todos sofriam da síndrome de Asperger, uma forma de autismo que afecta a interacção social. Christopher Boone, personagem principal do livro "O Estranho Caso do Cão Morto", também sofre desta doença. O rapaz de 15 anos sabe de cor todos os países e cidades do mundo, conta os números primos até 7507, detesta amarelo e castanho e não consegue relacionar-se com pessoas.

Quando encontra o caniche da vizinha morto no jardim, Christopher, inspirado pelo seu herói Sherlock Holmes, decide investigar o crime e escrever um livro. O resultado é "O Estranho Caso do Cão Morto", o terceiro livro mais vendido da década no Reino Unido, só ultrapassado pelos bestsellers "O Código Da Vinci" e "Anjos e Demónios", de Dan Brown.

O autor, Mark Haddon, de 47 anos, conseguiu a proeza de entrar na cabeça de um miúdo autista e pôr leitores em todo o mundo a rir e a chorar com a sua visão da vida. Mark admitiu numa entrevista ao site da cadeia de livrarias Powell's Books ter-se inspirado na sua experiência de trabalho com autistas e na imagem de um caniche morto no jardim com uma forquilha. Tal como o protagonista, o livro, publicado em 2003, é invulgar: os capítulos são todos números primos, daí que comecem no dois e acabem no 233. A escrita é simples, com gráficos e desenhos, como se o protagonista Christopher escrevesse um trabalho para a escola. E talvez seja esse o segredo do sucesso do livro que em Portugal já vai na sétima edição.

"Os editores foram espertos e fizeram duas capas e sobrecapas diferentes: uma para adultos e outra para os mais novos", explicou Roger Katz, gerente da Hatchards, a livraria mais antiga do Reino Unido, ao jornal "The Sunday Times". A decisão de bater à porta de duas editoras surpreendeu até o próprio autor, que também é argumentista e ilustrador. Depois de escrever e ilustrar uma dúzia de livros para crianças e de ganhar dois prémios BAFTA com a sitcom infantil "Microsoap", Mark queria chegar a um público mais velho. "Quando acabei o livro, entreguei-o à minha agente e ela disse-me logo: 'Vamos tentar com duas editoras, uma de adultos e outra de crianças, e ver o que acontece.'", contou em 2003 à Powell's Books. Parece que resultou. "Tornou-se um daqueles sucessos que vão de boca em boca, como "O Capitão Corelli" [de Louis de Bernières] e "Birdsong" [de Sebastian Falks]", comenta o gerente da livraria Hatchards.

Segundo o ranking publicado no "The Sunday Times", o "Estranho Caso do Cão Morto" vendeu 2 milhões de cópias e é o único livro que faz frente ao estrondoso sucesso do escritor Dan Brown. A liderar o top de vendas da década estão "O Código Da Vinci", com mais de 5 milhões de exemplares vendidos, e "Anjos e Demónios", com mais de 3 milhões de cópias. O quarto e quinto lugares do ranking estão também ocupados por livros de Dan Brown: "A Conspiração" e "Fortaleza Digital", o primeiro que o norte-americano publicou, em 1998.

J.K. Rowling monopoliza o top de livros para crianças: sete lugares ocupados pelos sete livros da saga Harry Potter. O último livro, "Harry Potter e os Talismãs da Morte", publicado em 2007, foi o mais vendido no Reino Unido: 4 369 994 cópias. Seguem-se o quinto e o sexto volume da saga: "A Ordem da Fénix", e "O Príncipe Misterioso".

Entre os bestsellers da década, "O Estranho Caso do Cão Morto", vencedor do prémio literário Whitbread, em 2003, é o único que ainda não viu uma adaptação cinematográfica.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

“No Mundo da Lua?... Talvez Não…”

no mundo da lua cartaz

No dia 17 de Dezembro de 2009, pelas 14h30, a APPDA-Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, vai lançar o livro “No Mundo da Lua?... Talvez Não…” na EB 2/3 Aranguez, pertencente ao Agrupamento Vertical de Escolas Cetóbriga, em Setúbal. Uma fábula escrita por uma mãe da Associação, Ana Paula Antunes, com desenhos de um jovem com Perturbação do Espectro do Autismo, Afonso Sobral dos Santos, que nos transporta ao enigmático mundo do autismo.

“A história que o livro nos conta é uma fábula. Poderão vocês pensar que como todas as fábulas aconteceu há muito tempo, mas não, foi apenas ontem...
Tudo se passou numa pequena quinta mesmo às portas da cidade, bem aqui ao nosso lado.
Quando D. Josefa se apercebe que o seu filhote, o Pedrocas é diferente, ele não fala, não brinca com os outros, anda sempre de cabeça na lua, só quer saber de plantas.

D Josefa descobre depois de falar com o mocho do pinhal que o seu filhote é autista. Embarca assim numa estranha aventura feita de palavras silenciosas... mas um dia o Pedrocas salva uma vida e ganha o respeito de todos os animais da quinta...”
Nesta iniciativa foram convidados para estar presente:

Autora da fábula - Ana Paula Antunes;

Presidente da Câmara Municipal de Setúbal – Dra. Maria das Dores Meira;

Governador Civil de Setúbal – Dr. Manuel Macaísta Malheiros;

Directora do Centro Regional de Segurança Social de Setúbal – Dra. Fátima Lopes;

Coordenador da Equipa de Apoio à Escola – Dr. José Carlos Sousa.

Publicada por Escola E.B.2,3 de Aranguez - Setúbal

sábado, dezembro 05, 2009

Mundo Aspie - revista diversidades

diversidades

A Revista Diversidades dedica o n.º 26 à temática do Síndrome de Asperger como título de "Mundo Aspie". No editorial, da autoria de Maria José Camacho, Directora Regional de Educação especial e Reabilitação, podemos ler:

O calendário relembra-nos que Dezembro está aí. Imersos no sentimento de recordação de um ano que se encerra e impelidos para a perspectiva de um outro que é sonho e promessa de realizações, a Diversidades escolheu para este número a incursão serena na Síndrome de Asperger (SA).

Nuno Lobo Antunes refere que "os professores deverão compreender que as crianças com SA têm um medo quase patológico do ridículo, por isso é preciso reforçar a ideia de que o erro é essencial ao conhecimento e à experiência, e evitar situações que podem resultar em humilhação. O estilo de aprender, as características peculiares quanto à escrita, leitura e cálculo deverão estimular os professores, com ajuda de técnicos experientes, a desenvolver técnicas pedagógicas que potenciem as aptidões e não sublinhem, as dificuldades".
Começa a ser comum a referência ao "Mundo Aspie".

 Enquanto cidadãos desse Mundo, o que os caracteriza? O que os distingue? Traços de personalidade, competências, peculiaridades, síndromes?
A constância desta indelével transitoriedade leva-nos a acreditar, cada vez mais, na sinergia que deve ser colocada no respeito e acolhimento da sua singularidade, enquanto pilar fundamental de intervenção.
Nos reflexos da sua imprevisibilidade, encontram o aconchego e o refúgio salutar nos outros e, por isso, precisam sentir-se compreendidos no seu saber estar, ser e agir e, simultaneamente, demandam que os aceitemos como são. Ser Aspie, ser… simplesmente ser… Não se trata dum mundo de uns e de outros, mas do Mundo que é de todos, com lugar para a igualdade na diferença.

Reconheçamos e deixemo-nos desafiar pela originalidade intelectual e emocional das diversas formas de comunicação e relacionamento, sem resvalar para o proteccionismo exagerado, indiferença ou discriminação exclusiva. (...)

 

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Crianças autistas têm novas actividades em Viana do Castelo

As crianças com autismo de Viana do Castelo já podem participar em actividades como aulas de body-board ou viagens de combóio. São alterações que resultam do esforço da Associação de Amigos do Autismo.

2009-12-03 Jornal da Tarde RTP1

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Dia internacional das pessoas com deficiência

dia internacional do deficiente

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

O dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Acção a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 1982.

Histórias Reais “VIVER A VIDA” novela da Sic

Intervir para a inclusão escolar

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No Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, 3 de Dezembro, surge falar de inserção social, mas também de inclusão escolar de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem a educação ir ao encontro das suas necessidades e capacidades.

São contraditórios os números relativos aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) em Portugal. Segundo os dados do Ministério da Educação (ME) apenas 1,8% do total de alunos a frequentarem o sistema educativo se inserem nesta classificação. Os especialistas fazem outras contas: serão mais de 8% os alunos a necessitarem de intervenção na área da educação especial. Acusam o ME de ter apenas considerado naquela percentagem, os alunos com necessidades educativas especiais permanentes, com deficiências auditivas, visuais, com multideficiência e com perturbações do espectro do autismo. Deixando expostos ao insucesso muitos mais alunos carentes de apoio especializado devido a dificuldades de aprendizagem.

Na base desta disparidade percentual está uma indefinição de conceitos e de classificações. Luís de Miranda Correia, autor do Modelo de Atendimento à Diversidade (1995), é uma das vozes mais críticas às políticas educativas dos últimos anos na área da educação especial. Nicole Dias é psicóloga clínica e trabalha segundo o método da análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) na resolução de patologias comportamentais, cognitivas e emocionais. Na celebração do Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, urge falar de inclusão social, mas também escolar, de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem reconhecidas as suas capacidades.

Repensar a forma como a educação especial tem sido tratada nos últimos quatro anos é "fundamental", diz Luís de Miranda Correia, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho. As críticas deste investigador estão voltadas para o Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, um diploma que tem gerado muita polémica entre a comunidade escolar pela discriminação da maioria dos alunos com NEE, pelo processo de intervenção que prevê, mas sobretudo pela inadequada utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Recorde-se que a CIF foi criada pela Organização Mundial de Saúde para sinalizar problemas do foro físico e está a ser usada para determinar quem são os alunos passíveis de intervenção na área das NEE.

 Ou seja, para despistar problemas do âmbito educativo. Deixando assim escapar alunos com dificuldades de aprendizagem (DA) e problemas de comportamento, que, segundo Miranda Correia, constituem cerca de 60% do número total (8%) de alunos com NEE.
"É um facto irrefutável que a maioria dos alunos com NEE se encontram abandonados à sua sorte nas nossas escolas", diz Miranda Correia, "embora só se possa comprovar [esta realidade] quando o ME resolver fazer estudos de prevalência fidedignos ou os encomendar às universidades", esclarece o professor. "Se fosse possível passar um questionário aos professores nesta matéria, se eles fossem autênticos nas suas respostas, sem medo de represálias, ou de encobrimento daquilo que nunca perceberam, os resultados seriam assustadores", conclui.

Escola inclusiva
"Não podemos esquecer que os alunos com NEE passam parte significativa do seu dia-a-dia nas escolas, se tivermos em conta os princípios que a inclusão pressupõe. E, se assim é, durante esse período crucial do seu desenvolvimento, não só terão de interagir continuamente com professores e colegas, mas também estarão expostos às mais diversas estratégias e métodos de ensino", diz Miranda Correia. Para que estes alunos possam ter sucesso escolar, o professor defende ser "necessário criar ambientes educativos seguros e assegurar aprendizagens que se identifiquem com as suas capacidades e necessidades para que um dia venham a atingir um nível de independência, vida de qualidade e produtiva como membros activos da sociedade".

Com a mudança ministerial, Miranda Correia lança um apelo a Isabel Alçada, a nova titular da pasta da Educação: "Que o seu Ministério tenha sempre presente que as decisões educacionais e políticas se devem basear nos resultados da investigação e nas boas práticas."
Práticas de intervenção

A inclusão escolar de crianças com NEE permanece um tema controverso. Mas actuando ao nível da dinâmica de grupo é possível conseguir processos de inclusão eficazes, trabalhando competências que colmatem défices de atenção, dificuldade de compreensão da instrução, da linguagem e problemas ao nível da comunicação, tendo em vista o sucesso escolar.

Como explica Nicole Dias, directora do ABA, Centro de Terapias Comportamentais, a intervenção começa por ser individual, criando na criança os pré-requisitos e as pré-competências necessárias para funcionar em grupo. Segue-se a inclusão num pequeno grupo, de um ou dois pares da turma. "Mas para que isto aconteça é preciso que haja a colaboração dos pais das outras crianças e da escola em geral, no sentido de serem criadas as condições para este processo ser aplicado". Na fase de intervenção seguinte, alarga-se o número de elementos do grupo até seis crianças e faz-se uma simulação da sala de aula.

Começa-se, desta forma, a treinar a instrução em grupo. À qual se segue a introdução da criança no contexto de sala de aula regular. Neste nível deixa-se o trabalho directo com a criança e passa a haver uma transmissão de estratégias para os professores ou educadores. "Vamos acompanhando a sala toda e gradualmente fazendo a nossa retirada, assim se espera que a terapeuta já não seja necessária e esteja concluído um processo eficaz de inclusão", explica Nicole Dias.

O ABA, Centro de Terapias Comportamentais, intervém actualmente em 14 crianças e jovens com idades entre os 3 e os 19 anos que apresentam diversas problemáticas do foro comportamental e psicológico. São, na sua maioria, casos de perturbações do espectro do autismo, mas também de epilepsia, atraso mental, trissomia 21 e perturbações alimentares.

Os métodos e as técnicas têm por base a análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) e podem, segundo Nicole Dias, ser usados em qualquer situação. Funcionam através do reforço, ajudas específicas e objectivos concretos. "A ABA tem uma vertente diferente das outras intervenções por ser extremamente objectiva, tudo é mensurável, portanto o progresso da criança ou jovem é acompanhado diariamente", refere a psicóloga. O trabalho é sempre realizado em contexto real, explica Nicole Dias. "Todas as intervenções acontecem no ambiente em que aquela criança precisa de funcionar, seja em casa ou na escola, e há sempre um trabalho complementar com a família e restantes intervenientes identificados na vida da criança, se não o processo não é viável."

 Nicole Dias não tem dúvidas sobre os benefícios da inclusão de crianças com NEE na escola regular. "Desde que se atenda às suas necessidades específicas, com as devidas adaptações dos currículos e técnicos presentes que possam apoiar os agentes educativos". Mas alerta: "Muitas vezes é preciso haver um trabalho individualizado em que a criança está fora do grupo, embora depois ela tenha todos os benefícios em ser novamente inserida nele."

Esta inserção "tem de ser feita com muito cuidado e tendo em atenção as necessidades da criança e do grupo", sublinha Nicole Dias. Algo que nem sempre é tido em conta. "Acontece frequentemente que o processo [de inclusão] é feito de forma abrupta, sem que sejam estabelecidos objectivos concretos e depois anda tudo à deriva", critica. Algumas destas questões estarão em debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 5 de Dezembro, num colóquio intitulado "Inclusão: Um desafio entre o ideal e o real", organizado precisamente pelo ABA.

De modo geral, o centro ABA entra nas escolas através do apoio individualizado que presta a alunos com NEE cujos pais procuram o centro. Dessa experiência de trabalho, Nicole Dias tem verificado "que a escola, por si só, tem alguma dificuldade em dar resposta a todas as necessidades educativas especiais", nomeadamente pela falta de técnicos formados e de estruturas que permitam fazer uma inclusão eficaz.

No entanto, é "na fase de inserção no grupo que o apoio da escola se torna importante, porque temos mesmo de trabalhar com os outros alunos e em todos os contextos, seja no refeitório, recreio, salas ou ginásio", esclarece Nicole Dias. Apesar da falta de recursos nas escolas, a psicóloga não tem encontrado resistência à actuação do centro, "quando lhes é oferecido esse apoio, a receptividade entre professores e educadores é de ressalvar". E essa abertura é essencial ao trabalho de inclusão.

Funcionária contratada para tomar conta do pequeno Rafael

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Rafael, de sete anos, que frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha e sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo, já tem acompanhamento no estabelecimento de ensino.

A falta de uma auxiliar nesta Escola já foi noticiada pelo JORNAL DAS CALDAS. Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II, revelou que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha contratou uma funcionária, através do POC (Plano Ocupacional de Emprego) para acompanhar o Rafael e para dar algum apoio às crianças que frequentam as actividades de enriquecimento curricular.

Gil Pacheco reconhece que não é uma situação estável mas garante que a nova colaboradora tem contrato com a duração de um ano. “O ideal era ter uma assistente operacional com o perfil certo, mas como a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) está a orientar para que se contrate através do POC, é preferível ter lá uma pessoa do que não ter ninguém”, sublinhou.

A mãe de Rafael, Mafalda Almeida diz que se reuniu no passado dia 26 com presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II e que ele lhe confirmou que a nova funcionária tinha sido contratada para dar apoio a Rafael. No entanto, a encarregada de educação continua com dúvidas porque tinha lhe sido comunicado que a auxiliar era para dar apoio às crianças das actividades de enriquecimento curricular.

Mafalda Almeida aguarda agora o desenrolar da situação, esperando que a nova funcionária contratada tenha a disponibilidade para acompanhar Rafael da melhor forma.

Rafael tem passado os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”, admite a mãe.

Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifestou um grupo de encarregados de educação numa carta enviada à DREL.

O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Marlene Sousa (texto)

Carlos Barroso (foto)

JORNAL DAS CALDAS

quarta-feira, novembro 25, 2009

Adolescente desaparecido foi encontrado no Metro

Adolescente desaparecido foi encontrado no Metro

(VÍDEO) O rapaz de 13 anos, que esteve desaparecido durante onze dias, foi encontrado no Metro de Nova Iorque, notícia CNN.

Francisco Hernandes Jr., que sofre de síndrome de Aspeger, uma doença que afecta a capacidade de socializar e comunicar, passou onze dias no Metro de Nova Iorque a dormir nas carruagens e a usar as casas de banho das estações. Com apenas onze dólares (cerca de 7 euros e 30 cêntimos) o adolescente só comia batatas fritas e chupa-chupas.

O rapaz desapareceu no passado dia 15 de Outubro porque pensava que estava com problemas na escola. Quando Marsiela Garcia, mãe do adolescente, deu conta do seu desaparecimento, contactou a polícia que lhe deu pouca atenção.

Os pais de Francisco, devido à indiferença da polícia, colocaram cartazes com a foto do filho por toda a cidade. Francisco Hernandes Jr. foi encontrado por um polícia do Metropolitano que o reconheceu.

A mãe do adolescente diz que ele nunca lhe contou o que fez durante os onze dias que viveu na rede de Metro de Nova Iorque.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Recurso para Pessoas com Autismo

Um recurso para pessoas com autismo que gostam de computadores é o Google Sketch up. É um recurso gratuito e que permite que se faça modelos em 3D, uma escolha da qual muitas pessoas com autismo gostam. Embora o vídeo explicativo seja em inglês, provavelmente é possível usá-lo sem o auxílio desse vídeo. O download é gratuito em:

http://sketchup.google.com/spectrum.html

sexta-feira, novembro 20, 2009

Colecção Makakinhos

 

A colecção Makakinhos, da editora Kalandraka, permite tornar a leitura mais acessível a crianças com problemas do desenvolvimento. A iniciativa é inédita no nosso país e resulta de uma pareceria entre esta editora e a galega BATA (Baión Asociación de Tratamiento del Autismo). A colecção abre com dois títulos tradicionais: Chibos e Sabichões e O Patinho Feio, já à venda nas livrarias portuguesas.

Os livros destinam-se a pessoas com necessidades específicas, tais como atraso global do desenvolvimento, perturbações específicas da linguagem (PEL), paralisia cerebral (PC), perturbações do espectro do autismo, dificuldades de aprendizagem, entre outros. Para além de se apoiar no texto e na ilustração, a leitura faz-se também através de um sistema gráfico de comunicação utilizado internacionalmente – SPC – Símbolos Pictográficos de Comunicação (Mayer-Johnson). Este sistema baseia-se em imagens (pictogramas) muito simples, acompanhadas da palavra escrita, referente ao seu significado. Ao tornar possível a leitura de tais contos a crianças com necessidades especiais, a colecção Makakinhos pretende aproximá-las da leitura e dar-lhes ferramentas a partir das quais possam desenvolver as faculdades de imaginação e fantasia.
Para aceder ao site da editora Kalandraka, clique
aqui.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Tap To Talk

A ferramenta dá voz às pessoas mudas clicando em imagens

Independentemente da causa, autismo, deficiência de desenvolvimento, deficiência intelectual, síndrome de Down, entre outros tipos de deficiência - TapToTalk pode ajudar pessoas mudas ou com dificuldades na fala.

O TapToTalk consiste em um sistema em que a pessoa escolhe uma mensagem padronizada gravada para dizer suas emoções ou necessidades. Com uma mensagem é possível que a pessoa diga que está com fome, a partir daí outras opções são abertas, e a pessoa pode dizer, por exemplo, que quer uma fruta, chegando assim a uma mensagem completa que mostra realmente o que a pessoa quer.

O vídeo disponível explica melhor através de imagem e som o mecanismo do TalToTalk: http://www.taptotalk.com/index.aspx

quarta-feira, novembro 18, 2009

Activista abre caminhos para adultos com Autismo em NJ

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Don Bennetti, residente em Edison (NJ), vem oferecendo enormes oportunidades para adultos autistas no Douglas Developmental Disabilities Center. Em 2006, pais envolvidos com o centro na Rutgers University formaram uma força tarefa que focaliza em encontrar empregos para seus filhos e filhas. O objectivo não era tão fácil. “Encontrar trabalho para indivíduos autistas é muito difícil”, explicou Bennetti. “Não há muitas vagas no mercado”.

Bennetti parou de bater de porta em porta e decidiu criar o seu próprio negócio e, pouco tempo depois, ele fundou o “Men with Mops” (Homens com esfregões).  Atualmente , a empresa possui 15 adultos autistas e o filho de Bennetti, Luke, é um dos funcionários, ou seja, ele possui seu  próprio emprego. “Men with Mops executa uma variedade de tarefas: limpeza, corte de grama, recolhimento de folhas e mais. Sob o treinamento de supervisores, eles fazem o que podem durante as horas do programa (10:00 am às 2:15 pm, de segunda as sextas-feiras) e dentro de um diâmetro máximo de 30 milhas do centro.

Bennetti  ainda lembra-se da primeira vez que seus funcionários receberam seus salários. “O sorriso em seus rostos, essa foi a recompensa da criação do Men with Mops”. Ele disse que alguns pais sequer querem sacar os cheques, ou seja, apenas pô-los em uma moldura! Essa tendência dificultou Bennetti em controlar o saldo bancário.

Há planos de expansão, como descreveu Chris Manente, coordenador do programa DDDC. Ele disse que o primeiro passo será expandir o horário de trabalho do Men with Mops além das restrições actuais determinadas pelo programa, o que significa mais horas e até finais de semana.

“O que teríamos que fazer é descobrir uma forma de apoiar nossos funcionários do Men with Mops através de treinadores profissionais além do ambiente que o programa diário de adultos do Douglas Development Disabilities Center possa provar”, disse Manente.

Ele acrescentou que isso pode ser realizado se a companhia Men with Mops contratarem seus próprios treinadores ou ter pais de adultos com autismo assumindo a função. Através dessas acções, Manente disse que a Men with Mops poderia expandir o programa para um número maior de adultos com autismo em várias áreas do Estado Jardim.

Especialistas europeus visitam Unidade de Apoio ao Autismo de Baião

Especialistas do grupo de Decisores de Educação Europeus consideraram hoje “interessante a forma como Baião está a fazer o agrupamento escolar”, considerando o concelho um caso de sucesso do reordenamento da rede do primeiro ciclo.

A visita a Baião do grupo de especialistas europeus na área da Educação centrou-se no tema "A aposta no primeiro ciclo para atingir o sucesso", tendo participado no encontro membros oriundos de países como Alemanha, França, Reino Unido, Bulgária, Polónia, Itália, Suécia e Turquia.
"O facto de hoje estarmos a ser visitados por oito países da Europa para verificar o modo como desenvolvemos a nossa política educativa, constitui um orgulho e uma satisfação, por vermos que o que estamos a implementar vai produzir resultados na melhoria das condições de vida sociais da nossa população, no aumento dos padrões de cultura e também na garantia de maiores e melhores oportunidades para aqueles que agora estão na escola", afirmou o presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro.

Sue Waters, uma professora de Inglaterra e um dos 12 membros do grupo de especialistas, disse à Lusa ser "realmente interessante ver como Portugal, e neste caso especifico Baião, está a fazer o agrupamento escolar, como está a gerir as dificuldades e como que estão a reagir professores e pais".
"Em Inglaterra estamos igualmente a fechar as escolas mais pequenas para que o ensino tenha uma maior qualidade, havendo uma grande oposição por parte das vilas que não querem perder as suas próprias escolas", salientou Sue Waters que considera que "não é possível ter uma escola com apenas cinco alunos porque torna o ensino muito difícil e pouco eficaz".

O autarca relembrou que em 2005 "95% das salas de aula funcionavam apenas da parte da manhã e uma grande maioria tinham vários níveis de ensino na mesma sala".
"Estávamos portanto a praticar um crime social porque condicionávamos, à partida, crianças com muitas potencialidades a um caminho de insucesso escolar, que depois os levava muito cedo para o mercado de trabalho", disse.

José Luís Carneiro apelidou de "pequena revolução positiva no sector da educação" o trabalho feito nos últimos quatro anos, salientando "a construção da primeira fase do Pólo escolar de Gestaçô e do Centro Escolar de Campelo - Baião".
"Estão neste momento em projecto de arquitectura mais dois centros escolares e mais dois pólos escolares e queríamos que a meio do actual mandato, todas as crianças já estivessem neste quadro de igualdade de oportunidades", sublinhou o presidente da câmara.

No final da reunião foi feita uma visita ao Centro Escolar de Campelo e à Unidade de apoio ao Autismo nele integrada.
O Centro Escolar acolhe cerca de 250 crianças do 1º ciclo do ensino básico e tem 12 salas equipadas com modernas tecnologias.
Segundo a autarquia, a "mais-valia dos Centros Escolares é o facto de permitirem que a cada sala de aulas corresponda um nível de ensino”.

"A Unidade de Ensino Estruturado para perturbações do Espectro de Autismo, associada ao Centro Escolar, visa dar resposta a uma carência existente em toda a região norte, apoiando actualmente cinco utentes provenientes de outros concelhos", acrescenta.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Vacinas levam a Autismo - Oprah - Jenny McCarthy sugere dieta para recuperar

Esta é uma entrevista da Oprah com Jenny MCcarthy (actriz e mulher do Jim Carrey) que conta como as vacinas dadas em crianças desencadearam autismo no filho. Como a entrevista esta incompleta coloquei a do Larry King que esta completa.

Video da Oprah 1  Video da Oprah 2    Video Larry King

Achei interessante ela dizer que os quimicos que estao nas vacinas dadas as crianças desencadeiam esta doença, mas diz que e possivel recuperar mediante uma dieta onde elimina os aromas artificiais (que inclui desde aromas simples ate ao glutamato) e alimentos com trigo e lacticinios. Ela publicou um livro que ajudou pessoas na mesma situação.

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Campanha angaria brinquedos para crianças com deficiência

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Campanha angaria brinquedos para crianças com deficiência.

O Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) lançou uma campanha para a recolha de brinquedos que vão ser transformados por alunos e depois oferecidos a crianças com deficiência.

A iniciativa, denominada Mil brinquedos por mil sorrisos, apela à população para que ofereça brinquedos com um sistema electrónico simples, de forma a poder ser adaptado num brinquedo para crianças que estão limitadas na forma de brincar pela deficiência que possuem, explicou hoje à Agência Lusa a coordenadora do CRID, Célia Sousa.

A responsável adiantou que a adaptação dos brinquedos vai ser feita por um grupo de alunos e professores voluntários do departamento de Engenharia Electrotécnica do Politécnico de Leiria. «O trabalho consiste em adaptar o circuito de alimentação de cada brinquedo para poder ser usado com um interruptor externo que acciona o seu funcionamento», afirmou Célia Sousa.

A coordenadora esclareceu que, «depois de adaptados às necessidades de cada um, o objectivo será realizar a oferta dos brinquedos a diferentes instituições, com crianças com necessidades especiais». Segundo Célia Sousa, os brinquedos adaptados destinam-se a «crianças essencialmente com deficiências motoras, que estão em cadeira de rodas e que não se podem deslocar para brincar com um brinquedo como qualquer criança».

«Também podem ser crianças com autismo, que precisam de ter alguns momentos de atenção», esclareceu a responsável, adiantando que igualmente crianças multi-deficientes estão no grupo de pessoas a que se destinam estes brinquedos.

«É essencial permitir às crianças portadoras de deficiência o acesso a brinquedos que lhes possibilitem gozar da actividade lúdica e situações de brincadeira com outras crianças que favorecem a sua integração na sociedade», defendeu Célia Sousa.

A campanha Mil brinquedos por mil sorrisos sucede a uma outra - Um brinquedo por um sorriso - que culminou, em Fevereiro deste ano, com a entrega de duas centenas de brinquedos a 20 instituições, incluindo estabelecimentos de ensino da região de Leiria.

A coordenadora do CRID adiantou que o objectivo da nova campanha é chegar aos mil brinquedos até ao Natal e alargar a sua distribuição a todo o distrito. «Se tivermos mil brinquedos, podemos inclusivamente distribui-los por outros locais do país para os quais temos sido solicitados», declarou Célia Sousa.

Os brinquedos podem ser entregues no CRID, sediado na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, e a partir de dia 28 na Aldeia de Natal, que vai decorrer na cidade de Leiria.

Lusa / SOL

Faltam auxiliares na escola “Chão da Parada” Caldas da Rainha

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Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa

Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.

Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).

Apoio1

O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.

O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.

Agrupamento sem verbas

O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.

O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.

O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso

Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.

Francisco Gomes (texto)

Carlos Barroso (fotos)

Jornal das Caldas

Carris oferece livros de bolso a passageiros

Dezenas de passageiros do eléctrico 15 (Lisboa) receberam hoje os primeiros livros de bolso distribuídos pela Carris no âmbito do projecto «Ler entre Linhas», uma iniciativa bem aceite pelos clientes, para quem «o que é oferecido é bem-vindo».

No próximo dia 19, a empresa vai distribuir nos seus 750 autocarros e 55 eléctricos 25 mil pequenos livros com um capítulo da obra «Querido Gabriel», traduzida em 18 línguas, onde o norueguês "Halfdan Freihow descreve a sua relação com o filho mais novo, a quem foi diagnosticado autismo aos 13 anos.

Até ao final de 2010, serão oferecidos mensalmente e em igual número excertos de outras obras literárias lançadas pela editora Objectiva - como a história de vampiros «A Estirpe» ou o manual escrito por uma criança de 12 anos «Como conquistar uma miúda» - para tornar as viagens mais agradáveis e promover hábitos de leitura. «Vamos ao encontro de muitos gostos para pôr os portugueses a ler mais. Ao mesmo tempo, queremos melhorar a mobilidade em Lisboa, aumentar a sua qualidade, torná-la mais sustentável», disse à Lusa o presidente da Carris, José Manuel Rodrigues, durante a viagem de divulgação do projecto, no eléctrico 15, que liga a Praça da Figueira a Algés (Oeiras).

Na iniciativa esteve também o autor de «Querido Gabriel», para quem a leitura nos transportes públicos pode compensar algum isolamento: «Costumo comparar o autismo a estar no meio de estranhos. E quando se entra num autocarro estamos rodeados de desconhecidos, de quem nada sabemos, o que pode ser uma experiência de certa forma autista».

Jorge Andrade, um dos primeiros passageiros a conhecer o «Ler entre Linhas», disse à Lusa que a escolha do primeiro livro foi «uma boa ideia» para informar muito mais pessoas sobre o autismo e talvez fazê-las compreender melhor a doença.

Habituado a consultar os jornais gratuitos nos transportes públicos, Jorge afirma que irá incluir os livros de bolso nas suas leituras. Também José Ferreira, utilizador diário da Carris, aplaudiu a «boa iniciativa», apesar de nem sempre conseguir ler nos transportes: «Às vezes leio o jornal, mas com os movimentos fico tonto, tenho de esperar por chegar ao café ou a casa».

Ainda assim, o reformado mostrou-se «muito curioso» para conhecer os excertos das obras, até porque, como vários passageiros, considera que «o que é oferecido é bem-vindo e se tiver utilidade ainda melhor». Quanto aos custos do programa, o presidente da empresa pública explicou que os livros de bolso são da responsabilidade da Objectiva, que assim promove novos títulos.

À Carris cabe apenas pagar aos jovens que distribuem a oferta.

Diário Digital / Lusa

quarta-feira, novembro 11, 2009

Lenda do São Martinho

Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.
Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.
Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.


De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.
Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão! Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.
É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho.

s.martinho

segunda-feira, novembro 09, 2009

Vinhais: Escola cria unidade para crianças autistas

Martim, Luís, Steve, Carlos e Eduardo - os nomes estão afixados num quadro, numa sala da Escola EB de Vinhais. São crianças que sofrem de autismo, cada uma delas com problemas diferentes dentro do espectro da doença. Na sala de ensino estruturado da Escola EB de Vinhais cada um deles tem um espaço que os ajuda a organizar o dia-a-dia em rotinas, quer seja através de números ou através de cores. Depois de completarem as tarefas indicadas devem seguir todo o “caminho” indicado através de simbologias e terminar na área da brincadeira.

É assim todos os dias e faz parte de uma metodologia americana direccionada para crianças com autismo que o Agrupamento de Escolas D. Afonso III quis aplicar, em parceria com a câmara de Vinhais e com o apoio da Direcção Regional de Educação do Norte.

O projecto é pioneiro a nível nacional e visa ajudar as crianças com autismo a desenvolver competências especificas ao nível da aprendizagem, do comportamento, da interacção social, e da comunicação compreensiva e expressiva. Como? Através da focalização dos “pontos fortes” destas crianças: pistas visuais.

“Toda a sala está estruturada de forma a que as crianças tenham pistas daquilo que vão fazer no seu dia-a-dia”, explicou Celmira Macedo, uma das docentes responsáveis.

O autismo é uma perturbação do desenvolvimento que nem sempre é detectada à nascença. Por norma, só a partir dos dois ou três anos de idade é que a doença é despistada sendo que dentro do autismo existem depois quatro patologias diferentes que “pedem” diferentes intervenções. Quanto mais cedo for feita uma intervenção, melhores serão os resultados.

Em Vinhais trabalham neste projecto duas docentes, três terapeutas e duas auxiliares de acção educativa. A escola e os pais são chamados a participar activamente e a aceitar com normalidade a diferença. As cinco crianças estão, por isso, integradas em turmas e, consoante a necessidade, frequentam a sala de ensino estruturado aonde chegam acompanhadas pelo “amigo-tutor”.

Celmira Macedo explica que o “amigo-tutor” é uma criança da mesma turma que acompanha o menino autista à sala e que regressa depois para brincar com ele.

“A brincadeira é algo muito importante para trabalhar o relacionamento porque estas crianças com autismo refugiam-se numa espécie de mundo paralelo e inacessível”.

Este “mundo” das crianças autistas representa um verdadeiro desafio para os pais, sobretudo se não houver uma intervenção precoce. Exemplo disso é o caso de uma criança de 11 anos com autismo puro cujos pais nunca tiveram qualquer tipo de apoio para lidar com este problema.

“Em casa é a criança que manda. Grita, bate palmas frequentemente, mete a roupa na máquina, desfaz as camas. São comportamentos que na escola conseguimos reduzir em 90 por cento mas que se mantém em casa”.

A formação e o acompanhamento dos pais é, por isso, outra das importantes vertentes deste projecto educativo e que é complementado com a Escola de Pais, já em funcionamento em Bragança.

Manuela Rocha, mãe de uma das crianças com autismo, já frequentava a Escola de Pais, um local onde pessoas com as mesmas problemáticas encontram apoio e aconselhamento. No seu entender, a sala de ensino estruturado vem dar uma resposta mais concreta e explica porquê: “estas crianças precisam de regras e também de sequências que permitam organizar o seu dia-a-dia sempre com as mesmas rotinas. Precisam de se localizar sempre no espaço e no tempo, o que vão fazer, o que fizeram... Têm essa necessidade porque caso contrário sentem-se perdidos”.

O projecto arrancou com três crianças de Vinhais e duas do concelho de Mirandela que frequentam aquele espaço ao abrigo de um protocolo estabelecido entre as duas autarquias e a escola. A autarquia local prontificou-se, desde início, a dar todo o apoio necessário, remodelando o espaço e fazendo a aquisição dos materiais necessários.

Ao todo foram investidos cerca de dez mil euros, “um valor pequeno quando comparado com os objectivos que o projecto segue”, adiantou Roberto Afonso, vereador da Educação.

Os pais concordam: “este espaço faz falta em todos os lugares onde houver um menino com autismo”, afirmam.

A criação de espaços direccionados para crianças com autismo ou para crianças com outro tipo de necessidades especiais é da competência das escolas e dos municípios. Alcídio Castanheira, coordenador da equipa de apoio às escolas do Nordeste, Terra Fria e Arribas (antigo Centro de Área Educativa), lança, por isso, o repto a outros municípios e escolas para que dêem mais atenção a este tipo de carências. “Quando estas iniciativas surgem nós apoiamos sempre”, adiantou.

O coordenador admite que no distrito há algumas carências ao nível do autismo mas, no que diz respeito à educação especial, o coordenador regista avanços notáveis. No distrito existe já uma rede estruturada de apoio e há já um quadro de recursos humanos especializado para dar resposta a estas questões.

domingo, novembro 08, 2009

Visita ao Centro Equestre de Loureiro

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A U.E.E. Autismo de S.Donato no dia 4 de Novembro visitou o Centro Equestre de Loureiro com o objectivo destes alunos poderem experenciar uma Terapia .

-Hipoterapia-

Método direccionado e aconselhado ao problema do Autismo.

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blog7 blog10 blog1 blog5 blog2 blog 4 blog6 blog8 blog9 blog7 Adorámos esta visita , esperemos voltar brevemente…Obrigada por nos disponibilizar este passeio…Também fizemos o nosso Placard.

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segunda-feira, novembro 02, 2009

Mulher de 25 anos fica incapacitada após levar vacina contra a gripe

Uma mulher saudável de 25 anos começou a ficar debilitada dias após levar a vacina contra a gripe sazonal. Dois meses depois esta norte-americana mal consegue falar ou andar, e vários médicos confirmam que a incapacidade foi provocada pela vacina.

Vários médicos confirmaram que uma mulher do estado norte-americano da Virgínia ficou gravemente incapacitada devido à vacina contra a gripe sazonal. Os actores de Hollywood Jim Carrey e Jenny McCarthy ofereceram apoio através da Generation Rescue, uma organização sem fins lucrativos destinada a tornar pública a relação entre as vacinas e o autismo.

Desiree Jennings (no vídeo acima) era uma jovem de 25 anos perfeitamente saudável e líder da claque dos Washington Redskins (uma equipa de futebol americano) até há dois meses atrás, quando foi inoculada com uma vacina contra a gripe sazonal.

Dez dias depois de levar a vacina começou a sentir sintomas de gripe, seguido de fortes convulsões e desmaios.

Agora mal pode falar ou andar e a sua vida ficou destruída.

Após ser consultada por 60 médicos, Jennings foi diagnosticada com distonia, uma doença neurológica incapacitante que provoca espasmos e contracções musculares involuntárias.

Ao contrário do que seria normal, o exercício físico faz diminuir a sua actividade cardíaca, conseguindo correr durante horas. No entanto, quando se encontra em repouso os seus batimentos cardíacos mantêm-se sempre acima das 90 pulsações por minuto, e o simples acto de caminhar alguns passos torna-se exaustivo e quase impossível. Não existe cura conhecida para a doença e piora diariamente.

«Médicos nos Hospitais de Fairfax Inova e Johns Hopkins diagnosticaram-lhe uma rara doença neurológica chamada distonia. Eles consideram ser uma forte reacção à vacina contra a gripe», noticiou o canal televisivo norte-americano Fox 5 News.

«Agora a Desiree tem dificuldade em falar, caminhar e mesmo comer. Durante uma entrevista à FOX 5 ela teve várias convulsões. Os efeitos são irreversíveis.»

No entanto, Jennings está determinada a combater a doença e o seu caso despertou a atenção de activistas célebres como Jim Carrey e Jenny McCarthy, que lhe ofereceram apoio através da sua organização Generation Rescue. Esta organização tem lançado campanhas para «limparem as vacinas», removendo componentes perigosos como o mercúrio, que já foi directamente relacionado ao aparecimento de casos de autismo.

«Eles deram uma enorme ajuda», afirmou Desiree à Fox 5 News. «Têm muitos médicos habituados a lidar com problemas provocados por vacinas, e têm muitas histórias como a minha. Infelizmente, muitos dos casos são com crianças, o que é ainda pior. Eu consigo compreender que isto aconteça a um adulto, mas uma criança pequena não teve ainda a oportunidade de viver e não pode falar. Eu quero falar por elas e ajudá-las também», disse Jennings.

McCarthy foi desafiada a fundar a organização com Carrey depois do seu próprio filho de 7 anos, Evan, tornar-se autista após receber uma vacina. Stan Kurtz, presidente da Generation Rescue, declarou que a organização pretende oferecer tratamentos a Jennings em Los Angeles.

«O caso é – como podem ver – tão trágico que comoveu a Jenny», disse Kurtz.

Jennings disse à FOX 5 que o tratamento seria uma oportunidade de recuperar parte da sua vida, mas sublinhou que o que lhe aconteceu a ela serve de aviso às pessoas que estão a pensar levar a vacina contra a gripe sazonal ou contra a gripe A.

sexta-feira, outubro 30, 2009

“Happy Hallowen”- Dia das Bruxas

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Este dia foi muito divertido, estivemos a decorar as nossas cabaças e chápeus de bruxinhas…fomos até á nossa biblioteca ouvir a história da “A Bruxa Mimi no Inverno”, e andámos pelas salas a brincar ás “Gostosuras ou Travessuras”,além de fazermos os  nossos placard como sempre…

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HISTORIA DA BRUXA MIMI
O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos(não existe referências de onde surgiram essas celebrações).

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" ).