sábado, janeiro 23, 2010

"Falando com quem faz..."

[logopin05.jpg]

A Pró-Inclusão vai realizar uma actividade que me parece interessante e útil. Um sábado por mês, vai haver oportunidade de divulgar práticas, trocar opiniões, partilhar saberes e dúvidas. Penso que esta actividade é muito enriquecedora, no sentido da troca de experiências, partilha de angústias, procura conjunta de respostas e, acima de tudo, leva a quebrar as fronteiras físicas do espaço da sala de aula e da escola.

A associação ainda é recente mas tem procurado implementar uma dinâmica própria. Neste sentido, lançava um "desafio" à associação, que procurasse descentralizar este tipo de acções, assim como outras, procurando realizá-las em outros locais do país! Certamente que os professores de Educação Especial agradecem!

Programa para 2009/10:

30/01/2010 “Utilizando a CIF”
Dinamizador:Francisco Ramos Leitão

20/02/2010 “Processo de identificação das NEE”
Dinamizador:Ana Paula Joaquim

20/03/2010 “Unidade de Ensino Estruturado – Autismo”
Dinamizador:Paula Alves

17/04/2010 “Unidade de Multideficiência”
Dinamizador:Isabel Lopes e Fernanda Godinho

22/05/2010 “Respostas Diferenciadas no âmbito dos PIT: uma experiência"
Dinamizador: Jorge Humberto

19/06/2010 “Transição para a vida activa – Desenvolvimento de Experiências Sócio-Ocupacionais“
Dinamizador: Ana Rosa Trindade

25/09/2010 “A utilização das TIC nas NEE”Dinamizador:Henrique Santos

30/10/2010 “Clube de pais” "Formação Parental”
Dinamizador: Isabel Lopes, Alexandra Severiano e Isilda Louro

Mais informações :  Clique aqui.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O ABA- Centro de Terapias Comportamentais

Tem o prazer de dar a conhecer o congresso internacional a decorrer no mês de Março de 2010 no auditório do Glaxo SmithKline em Miraflores…

www.centroaba.com

Auditório do Hospital de Faro acolhe palestra “Hoscult” sobre autismo na juventude dia 28 de Janeiro, pelas 15h30.

Pormenor do cartaz da palestra 'Jovem Autista: esperanças e constrangimentos'

O ciclo de palestras “Hoscult”, promovido mensalmente no Hospital de Faro, inicia-se em 2010 com uma sessão dedicada ao autismo. “Jovem autista: esperanças e constrangimentos” é o tema da iniciativa, que terá lugar no dia 28 de Janeiro, pelas 15h30, no auditório daquela unidade de saúde.

A palestra conta com as prelecções de elementos do Grupo de Apoio ao Autismo do Serviço de Pediatria do Hospital de Faro, nomeadamente a pediatra Isabel Rodrigues, a psicóloga Raquel Medeiros, a terapeuta ocupacional Conceição Silva e a terapeuta da fala Margarida Lino.

A par da apresentação do trabalho desenvolvido por estas profissionais com as crianças e jovens autistas seguidos no Hospital de Faro, a equipa dará o seu contributo para o debate sobre as expectativas e dificuldades com que as crianças e jovens portadores desta patologia se deparam no seu dia-a-dia.

A mesa de oradores fica completa com a intervenção de um elemento da direcção da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo – Algarve, que vai falar da experiência e das boas práticas empreendidas pela associação no acompanhamento destas crianças e jovens, bem como no apoio dado aos pais e familiares que lidam diariamente com a doença.

Esta é mais uma iniciativa inserida no "Hoscult", um ciclo de palestras temáticas promovidas pelo Hospital de Faro com o objectivo de cruzar diferentes perspectivas e saberes sobre um mesmo tema, envolvendo a comunidade hospitalar, com o seu conhecimento científico, e instituições ou indivíduos de outras áreas que, embora transversalmente, estejam relacionadas com a área da saúde.

Para saber mais, consulte:

Hospital de Faro, EPE – http://www.hdfaro.min-saude.pt/

terça-feira, janeiro 12, 2010

Inauguração da EB 1 Dr. Sousa Martins

 

foto

O dia 11 de Janeiro marcou a inauguração da escola EB 1 Dr. Sousa Martins, no Bom Retiro, a qual resultou da reformulação e adaptação da Escolas do 2º e 3º Ciclo existente. A placa alusiva ao momento foi destapada pela própria Ministra da Educação, Isabel Alçada, juntamente com a presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha.

“O Ministério de Educação e a Câmara Municipal têm vindo a desenvolver um trabalho de parcerias, para que todas as escolas do séc. XXI possam dar educação às novas gerações, com as condições que são próprias desta nossa época”, sublinhou a ministra.

A escola EB 1 Dr. Sousa Martins tem a particularidade de ser uma escola para a inclusão, com uma unidade de ensino estruturado, para alunos surdos e alunos com espectro do autismo, e a funcionar a tempo inteiro. As novas instalações contam com salas de Actividades de Templos Livres (ATL) e Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s), refeitório, sala polivalente e ginásio, e futuramente uma biblioteca.

A presidente da Câmara de Vila Franca de Xira realçou por isso que esta é uma escola com “equipamento moderno, com capacidade para proporcionar um ensino mais qualificado. Maria da Luz Rosinha afirmou ainda que “desde há vários anos que a Educação é uma das prioridades do Município de Vila Franca de Xira, porque apostar na educação e na formação, é apostar num Concelho mais desenvolvido, mais inteligente, mais solidário e inovador. Apostar na educação é apostar no futuro do país”.

O investimento em obra e equipamento foi superior a 1,9 milhões de euros e a área de construção corresponde a 2.236,15 metros quadrados, com 10 salas de aulas destinadas ao 1º Ciclo do Ensino Básico e capacidade para 250 crianças.

Cavalo Zico é o novo amigo das crianças autistas

As crianças autistas de Viseu contam a partir deste mês com um novo amigo para as ajudar no seu desenvolvimento: Zico, um cavalo calmo, que num novo picadeiro lhes vai estimular as suas capacidades.

A delegação de Viseu da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) promove desde 1999 sessões de equitação terapêutica, mas atendendo ao grande encargo económico que representam para os pais, lançou este ano a campanha "Cavalo Novo", para que mais crianças possam delas beneficiar.

"Já tínhamos vários meninos a participarem na equitação terapêutica, mas havia casos em que, por dificuldades económicas ou dificuldades dos pais em os transportarem para o lugar da equitação (em Farminhão), não conseguiam participar", explicou a presidente da APPDA Viseu, Maria Prazeres Domingues.

Os números revelam que essas dificuldades são cada vez mais sentidas: ainda há pouco tempo havia 14 crianças a frequentar as sessões e agora apenas oito.

"É uma terapia que está a dar bons resultados com as crianças que nela participam já há anos e tínhamos pena que outras crianças não acedessem a ela", frisou.

Com poucos meios, a associação pediu ajuda e obteve logo resposta da empresa "Sem barreiras" (de material de reabilitação), que ofereceu o Zico.

"Foi seleccionado pelo nosso tratador, que andou pelos campos à procura de um cavalo calmo, que não se assustasse muito e que pudesse ser utilizado neste tipo de terapia", contou Maria Prazeres Domingues, que apela agora a outras ajudas para poder tratá-lo e sustentá-lo.

As actividades passam a realizar-se na Quinta de Ferronhe, em Vil de Souto, que disponibiliza o seu picadeiro, a box para o Zico e todo o espaço da quinta. Também o hospital de Viseu está a ajudar na campanha.

"O facto ser mais próximo da associação, de podermos com a carrinha ir buscar as crianças às salas onde estão e trazê-las aqui, de o hospital nos dispensar a terapeuta no horário de trabalho dela, com estes parceiros todos a funcionar penso que vai resultar", afirmou, optimista.

A "meta mais próxima" é conseguir fazer terapia com "pelo menos com 26 ou 27 crianças". Os custos de cada sessão passam a ser de "três/quatro euros", ao invés de "dez/doze euros".

A terapeuta ocupacional Isabel Pires, da Psiquiatria Infantil do hospital, não tem dúvidas dos benefícios.

"Com os meninos com autismo o que pretendemos muito é estimular a relação, a interacção social, connosco, com o cavalo, com todos os parceiros que estão envolvidos e a estimulação da comunicação", explicou, contando que "todos eles gostam bastante da actividade, participam, interagem e brincam".

Os familiares garantem que a hipoterapia, conjugada com outras terapias, tem dado resultados, que descrevem com orgulho.

"Já se interessa por algumas coisas que não se interessava. Já faz algumas perguntas um bocadinho mais elaboradas, que não fazia, já tem outro tipo de comportamento. Já olha para nós directamente, já se intrusa mais com os outros miúdos", contou Pedro Morujão, pai de Simão Pedro, de cinco anos, a fazer hipoterapia há um.

Eduardo Afonso, avô do Pedro Daniel, de oito anos, também fala de uma "evolução muito positiva no aspecto não só do conhecimento, como da afeição".

"Falávamos com ele e ele não respondia nada. Ficava alheio a quase tudo e agora falamos com ele, já nos responde a tudo, já faz algumas perguntas, já tem alguma conversa, que até aqui não tinha", referiu.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Projecto ajuda a combater as dificuldades das crianças com necessidades especiais

No distrito de Bragança há pelo menos 500 crianças e jovens com necessidades especiais. Os números são das escolas, mas, se alargarmos a contagem às pessoas que já não frequentam o sistema de ensino regular, podemos, no mínimo, multiplicar aquele número por três.
O concelho de Alfândega da Fé é um bom exemplo. Num primeiro diagnóstico a autarquia contabilizou 20 crianças e jovens "diferentes", num total de 60 pessoas que na área do município têm algum tipo de deficiência. Todas estas pessoas e as respectivas famílias lidam com um problema comum. "Há falta de respostas", diz Carmen Palma, mãe de Miguel, uma criança de 12 anos com síndrome de Asperger (uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo).

A actual presidente da câmara, Berta Nunes, médica de profissão, conhece este e outros casos e quer mudar o contexto local em que estas famílias estão integradas. "Este é um primeiro passo numa enorme caminhada que temos de fazer", diz a autarca. A partir de Fevereiro começa a funcionar a Escola de País, aberta a educadores mas também à sociedade em geral. A coordenadora do projecto, Celmira Macedo, explica que a ideia assenta em três pilares fundamentais: "Primeiro temos de desconstruir o mito associado à deficiência; depois trabalhar a parte emocional dos pais; por fim, trabalhar as suas competências para lidarem com a diferença."

Carmen Palma fez essa caminhada sem ajuda. "O acompanhamento do meu filho é feito numa clínica em Lisboa (a 500 quilómetros), único local onde eu conseguia algum aconselhamento para lidar com o Miguel no dia-a-dia", conta. Fora de casa esta família só encontrou entraves: "Na escola o meu filho era colocado na última carteira e ali ficava", diz Carmen. Levava para a escola o programa curricular desenhado por uma terapeuta educacional mas a professora do menino "nem abria o dossier". Inscreveu o filho no futebol e o treinador "considerou que ele não precisava nem de equipamento nem de cartão". Carmen combateu estas adversidades com a ajuda do marido e do próprio filho, que nunca perdeu um ano e tem boas notas.

A autarca Berta Nunes sabe que, depois das famílias, é preciso trabalhar a sociedade em geral e já tem em andamento um projecto que prevê a realização de acções de sensibilização nas escolas, nas associações culturais e recreativas.
"Já é difícil levar as crianças a realizar terapia e, se ainda têm de se deslocar centenas de quilómetros para o fazerem, torna-se quase impossível", acrescenta Celmira Macedo. Em Vinhais foi criada uma unidade de ensino estruturado para crianças com autismo e algumas das crianças que a frequentam têm de fazer percursos superiores a 50 quilómetros. "Temos crianças que se deslocam de Mirandela para Vinhais, fazem mais de 100 quilómetros para poderem frequentar aquela unidade", explica. Celmira Macedo acredita que o trabalho agora em desenvolvimento em Alfândega da Fé se poderá replicar noutros municípios, "sobretudo, nos mais distantes e mais pequenos, onde as respostas são nenhumas".

Pais ficam emocionalmente mais estáveis

O projecto que agora vai ser desenvolvido em Alfândega da Fé já teve uma primeira experiência em Bragança. Na altura, a ideia foi desenvolvida pela coordenadora da sub-região de Saúde, que era a actual autarca alfandeguense.
A escola funcionou de Maio a Dezembro do ano passado e foi frequentada por 22 pessoas. "Nove dos formandos eram professores, psicólogos e outros profissionais que lidam com a deficiência", refere Celmira Macedo. Os restantes formandos participantes do projecto eram pais.

O grupo criou a Leque, uma associação de pais e amigos de crianças com necessidades especiais. No seio da associação criaram o blogue (http://escolapaisnee.blogspot.com), onde deixam testemunhos e partilham experiências.
"Temos pessoas que tomavam antidepressivos e deixaram de o fazer, pessoas que entraram com ar envergonhado e que agora conseguem partilhar a sua experiência de vida, pessoas que quase nunca falavam (limitando-se a ouvir) e hoje falam das coisas boas e más, como se nos conhecêssemos desde sempre", testemunha Manuela Gomes, mãe de uma dessas crianças diferentes.

"Sentia-me triste e magoado, mas agora sinto-me optimista, com uma perspectiva de futuro diferente. Sinto-me mais enriquecido, mais compreendido e compreensivo", escreve Duarte Rodrigues, também ele formando.
"Sentia-me bastante fechada, com alguns problemas que me surgem no dia-a-dia e agora sei que consigo expô-los melhor", remata Teresa Mofreita. A Leque vai agora criar a sua sede em Alfândega da Fé.

domingo, janeiro 03, 2010

APPDA – Setúbal - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo Promove Workshops

A APPDA – Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005 por um grupo de pais e técnicos que consideraram indispensável a constituição de uma Associação que promova o desenvolvimento, a educação, a integração social e a participação na vida activa das pessoas com perturbações do espectro do autismo (p.e.a.), no Distrito de Setúbal.

A Associação coloca para à disposição de pais, técnicos e sociedade em geral, informações sobre:
- a problemática do autismo;
- indicações dos serviços que respondem à problemática do autismo, (diagnóstico, estratégias de intervenção, terapias, …);
- legislação de apoio às pessoas com p.e.a. e seus familiares.

A Associação dinamiza reuniões mensais de “Ajuda Mútua de Pais e Técnicos” e promove acções de sensibilização e formação sobre a problemática das perturbações do espectro autista.
Vai promover acções de formação:

Workshop "Gestão de sala de aula na metodologia ABA"
Data: 16 de Janeiro de 2010
Horário: 10:00h - 17:30h
Carga horária: 6 horas
Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 35.00?
Não sócios - 40.00 €

Workshop "Gestão de comportamentos na sala de aula"
Data: 30 de Janeiro de 2010
Horário: 10:00h - 17:30h
Carga horária: 6 horas
Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 40.00?
Não sócios - 45.00 €

Workshop "Jogos para leitura e escrita - aplicação prática dos jogos"
Data: 20 de Fevereiro de 2010
Horário: 10:00h - 17:30h
Carga horária: 6 horas
Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 40.00?
Não sócios - 50.00 €

APPDA - Setúbal, ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA AS PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO E AUTISMO
Avenida 5 de Outubro Edifício Bocage, 148 - 4º L - 2900-309 SETÚBAL
Telefone / Fax: 265501681
Telemóvel: 917640469
Site: www.appda-setubal.com
Email: appda-setubal@sapo.pt, geral@appda-setubal.com

Associação reclama mais apoio para doentes autistas

APPDAespera começar em breve a obra da residência autónoma, mas precisa mesmo é de um lar

A Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) de Coimbra, quer pôr a funcionar no próximo ano uma residência autónoma para cinco pessoas com autismo. O imóvel em Cruz de Morouços, Santa Clara, foi adquirido pela associação e o projecto de remodelação foi já aprovado no âmbito do Quadro de Referencia Estratégico Nacional (QREN).

A resposta será fundamental para jovens e adultos que estudam ou trabalham, mas que precisam de residir num local mais protegido e organizado de acordo com o seu problema, explica Elsa Vieira, presidente da associação.
«Estamos apenas a aguardar a verba para avançar com a obra, esperamos ter algumas novidades já no início do ano. Também precisamos de angariar os 60 mil euros de verba que cabem à própria instituição», diz a responsável ao Diário de Coimbra, sublinhando que a pequena casa vai ser adaptada para cumprir todas as normas legais de uma residência autónoma.

Os futuros residentes já estão sinalizados. «São jovens e adultos com Síndroma de Asperger ou autismo que têm a sua ocupação, estudam, trabalham ou frequentam formação, necessitando de algum apoio e tutoria na ausência de familiares», refere Elsa Vieira, sublinhando o alívio que é para os pais que estão longe.
A APPDA quer ter esta residência a funcionar até ao final do ano de 2010, mas não esquece aquela que é a mais grave carência da região Centro: um lar residencial para grandes incapacitados, a quem pais e familiares esgotados possam confiar a vigilância e o apoio dos seus filhos com autismo.

A estrutura de lar é uma ambição antiga, foi já projectada para um terreno em Travanca do Mondego (Penacova), recebeu aprovação em termos técnicos e financeiros, mas não chegou a obter dotação de verba comunitária. E, por um lado, ainda bem. «A candidatura foi feita há cerca de três anos e o investimento rondava o milhão de euros. Teríamos de assumir 300 mil euros (30 por cento do total) mas não saberíamos como angariá-los, é uma verba muito avultada, que não se consegue com rifas nem com vendas de cabazes», lamenta a presidente da APPDA.

“Financiamento devia ser total”…

Obter apoios junto da sociedade civil para causas como a da APPDA é cada vez mais difícil. «A comunidade está já cansada de tanto peditório», admite Elsa Vieira, considerando que devia caber ao Governo e entidades oficiais esse papel. «A formação, por exemplo, é financiada a 100 por cento, porque não financiar os equipamentos residenciais para deficientes profundos também na totalidade», questiona.
Ao contrário de Lisboa e Porto, a região Centro não possui qualquer lar especificamente destinado a autistas. «Alguns estão com as famílias e outros em instituições que os apoiam como podem, mas que não estão vocacionadas para o autismo».

De acordo com a responsável, um lar para autistas com grande incapacidade deve ser equipado de forma especial e ter profissionais formados para lidar com esta perturbação do desenvolvimento. «Os autistas podem ter comportamentos de alguma agressividade, as actividades de relaxamento devem ser privilegiadas, todo o dia-a-dia deve ser programado, o ambiente não pode ter muita gente nem grande agitação, para não gerar stress. É muito complexo o tratamento destes adultos», explica.

Associação acompanha 300 casos na região…

APPDA de Coimbra tem na sua base de dados 300 casos de autismo. Elsa Vieira diz que a taxa portuguesa não difere muito das verificadas noutros países, nomeadamente da Europa, estimando--se que uma por cada mil crianças nasça com autismo. Com sede na Rua Padre António Vieira, a associação tem apostado na formação, que desenvolve nas instalações do Casal da Misarela (Torres do Mondego). Numa antiga escola primária, cedida pela Câmara Municipal, a APPDA colocou um centro de actividades ocupacionais, um ATL e um centro de formação, que recebe autistas e não só.
«O centro de formação está aberto a pessoas com algum tipo de incapacidade. Vamos retomar agora em Janeiro um curso de electricidade que possibilita a obtenção de uma qualificação profissional», adianta Elsa Vieira.

Estudos internacionais apontam para a existência de 10 pessoas com autismo e 2,5 com síndroma de Asperger em cada 10 mil, ainda que na mesma população se estime existir 30 pessoas com perturbações globais do desenvolvimento no quadro do autismo. Em Portugal, estes números são bastante semelhantes, de acordo com estudos coordenados por especialistas do Hospital Pediátrico de Coimbra. Existem mais rapazes do que raparigas com autismo - numa proporção de 4 a 5 rapazes por cada rapariga - e investigação recente aponta para um aumento da incidência destas doenças.

Morreu o Famoso Kim Peek

WASHINGTON (AFP) - Kim Peek, o homem que inspirou o personagem Raymond Babbit no filme "Rain Man", morreu no no dia 19 de dezembro aos 58 anos vítima de uma parada cardíaca em Salt Lake City (Utah, oeste dos Estados Unidos).

20080625_kim-peek-300x300Peek estava sofrendo de infecção das vias respiratórias, segundo informou seu pai, Fran Peek, ao jornal.

Kim Peek, dotado de capacidade de memorização fora do comum, serviu de inspiração ao roteirista Barry Morrow para criar o personagem "Rain Man", vivido por Dustin Hoffman em 1988. O filme conquistou quatro Prêmios Oscar, incluindo de melhor actor.

"Ele era especial", comentou o neuropsiquiatra Daniel Christensen, da Universidade de Utah. "Sua memória e sabedoria eram simplesmente incríveis".Portador da "Síndrome de Savant", Peek tinha a capacidade de decorar tudo o que lia.

"Com 16 anos, leu toda a obra de Shakespeare, o Antigo e o Novo Testamento", contou Fran Peek.

Depois de nascer, os médicos haviam diagnosticado que Kim sofreria de um retardamento mental e aconselharam a seus pais que o confiassem a uma instituição especializada.

Segundo pessoas próximas, Kim Peek mantinha uma vida reclusa, devorando obras inteiras. Sua capacidade de absorção e observação eram impressionantes, embora não conseguisse realizar tarefas mais simples, como se vestir.Mas tudo mudou quando em 1984 conheceu Barry Morrow. O roteirista, fascinado por sua história, resolveu adaptar sua vida para o cinema.

O filme "Rain Man", dirigido por Barry Levinson, foi um grande sucesso mundial.Kim Peek passou a dar palestras e foi considerado um gênio em diversos temas, como história, literatura e matemática.