segunda-feira, dezembro 21, 2009

Postal de Boas Festas

presepio 9

“Usa o Vermelho da vida e o Branco da paz para seres um verdadeiro PAI NATAL que distribui a felicidade.

A Unidade de Ensino Estruturado de S. Donato deseja aos Familiares e Comunidade um Feliz Natal!!!

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Associação Portuguesa de Autismo

Este natal, todos juntos podemos fazer a diferença!
Emissão especial de natal, a SIC ajuda algumas instituições mais carenciadas...

segunda-feira, dezembro 14, 2009

O estranho caso do inesperado bestseller da década

O livro sobre um miúdo autista vendeu mais de dois milhões de cópias no Reino Unido. Só Dan Brown o ultrapassou…

mark warhol 

Einstein, Mozart, Sócrates, Stanley Kubrik e Andy Warhol, além de geniais, tinham outra coisa em comum: todos sofriam da síndrome de Asperger, uma forma de autismo que afecta a interacção social. Christopher Boone, personagem principal do livro "O Estranho Caso do Cão Morto", também sofre desta doença. O rapaz de 15 anos sabe de cor todos os países e cidades do mundo, conta os números primos até 7507, detesta amarelo e castanho e não consegue relacionar-se com pessoas.

Quando encontra o caniche da vizinha morto no jardim, Christopher, inspirado pelo seu herói Sherlock Holmes, decide investigar o crime e escrever um livro. O resultado é "O Estranho Caso do Cão Morto", o terceiro livro mais vendido da década no Reino Unido, só ultrapassado pelos bestsellers "O Código Da Vinci" e "Anjos e Demónios", de Dan Brown.

O autor, Mark Haddon, de 47 anos, conseguiu a proeza de entrar na cabeça de um miúdo autista e pôr leitores em todo o mundo a rir e a chorar com a sua visão da vida. Mark admitiu numa entrevista ao site da cadeia de livrarias Powell's Books ter-se inspirado na sua experiência de trabalho com autistas e na imagem de um caniche morto no jardim com uma forquilha. Tal como o protagonista, o livro, publicado em 2003, é invulgar: os capítulos são todos números primos, daí que comecem no dois e acabem no 233. A escrita é simples, com gráficos e desenhos, como se o protagonista Christopher escrevesse um trabalho para a escola. E talvez seja esse o segredo do sucesso do livro que em Portugal já vai na sétima edição.

"Os editores foram espertos e fizeram duas capas e sobrecapas diferentes: uma para adultos e outra para os mais novos", explicou Roger Katz, gerente da Hatchards, a livraria mais antiga do Reino Unido, ao jornal "The Sunday Times". A decisão de bater à porta de duas editoras surpreendeu até o próprio autor, que também é argumentista e ilustrador. Depois de escrever e ilustrar uma dúzia de livros para crianças e de ganhar dois prémios BAFTA com a sitcom infantil "Microsoap", Mark queria chegar a um público mais velho. "Quando acabei o livro, entreguei-o à minha agente e ela disse-me logo: 'Vamos tentar com duas editoras, uma de adultos e outra de crianças, e ver o que acontece.'", contou em 2003 à Powell's Books. Parece que resultou. "Tornou-se um daqueles sucessos que vão de boca em boca, como "O Capitão Corelli" [de Louis de Bernières] e "Birdsong" [de Sebastian Falks]", comenta o gerente da livraria Hatchards.

Segundo o ranking publicado no "The Sunday Times", o "Estranho Caso do Cão Morto" vendeu 2 milhões de cópias e é o único livro que faz frente ao estrondoso sucesso do escritor Dan Brown. A liderar o top de vendas da década estão "O Código Da Vinci", com mais de 5 milhões de exemplares vendidos, e "Anjos e Demónios", com mais de 3 milhões de cópias. O quarto e quinto lugares do ranking estão também ocupados por livros de Dan Brown: "A Conspiração" e "Fortaleza Digital", o primeiro que o norte-americano publicou, em 1998.

J.K. Rowling monopoliza o top de livros para crianças: sete lugares ocupados pelos sete livros da saga Harry Potter. O último livro, "Harry Potter e os Talismãs da Morte", publicado em 2007, foi o mais vendido no Reino Unido: 4 369 994 cópias. Seguem-se o quinto e o sexto volume da saga: "A Ordem da Fénix", e "O Príncipe Misterioso".

Entre os bestsellers da década, "O Estranho Caso do Cão Morto", vencedor do prémio literário Whitbread, em 2003, é o único que ainda não viu uma adaptação cinematográfica.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

“No Mundo da Lua?... Talvez Não…”

no mundo da lua cartaz

No dia 17 de Dezembro de 2009, pelas 14h30, a APPDA-Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, vai lançar o livro “No Mundo da Lua?... Talvez Não…” na EB 2/3 Aranguez, pertencente ao Agrupamento Vertical de Escolas Cetóbriga, em Setúbal. Uma fábula escrita por uma mãe da Associação, Ana Paula Antunes, com desenhos de um jovem com Perturbação do Espectro do Autismo, Afonso Sobral dos Santos, que nos transporta ao enigmático mundo do autismo.

“A história que o livro nos conta é uma fábula. Poderão vocês pensar que como todas as fábulas aconteceu há muito tempo, mas não, foi apenas ontem...
Tudo se passou numa pequena quinta mesmo às portas da cidade, bem aqui ao nosso lado.
Quando D. Josefa se apercebe que o seu filhote, o Pedrocas é diferente, ele não fala, não brinca com os outros, anda sempre de cabeça na lua, só quer saber de plantas.

D Josefa descobre depois de falar com o mocho do pinhal que o seu filhote é autista. Embarca assim numa estranha aventura feita de palavras silenciosas... mas um dia o Pedrocas salva uma vida e ganha o respeito de todos os animais da quinta...”
Nesta iniciativa foram convidados para estar presente:

Autora da fábula - Ana Paula Antunes;

Presidente da Câmara Municipal de Setúbal – Dra. Maria das Dores Meira;

Governador Civil de Setúbal – Dr. Manuel Macaísta Malheiros;

Directora do Centro Regional de Segurança Social de Setúbal – Dra. Fátima Lopes;

Coordenador da Equipa de Apoio à Escola – Dr. José Carlos Sousa.

Publicada por Escola E.B.2,3 de Aranguez - Setúbal

sábado, dezembro 05, 2009

Mundo Aspie - revista diversidades

diversidades

A Revista Diversidades dedica o n.º 26 à temática do Síndrome de Asperger como título de "Mundo Aspie". No editorial, da autoria de Maria José Camacho, Directora Regional de Educação especial e Reabilitação, podemos ler:

O calendário relembra-nos que Dezembro está aí. Imersos no sentimento de recordação de um ano que se encerra e impelidos para a perspectiva de um outro que é sonho e promessa de realizações, a Diversidades escolheu para este número a incursão serena na Síndrome de Asperger (SA).

Nuno Lobo Antunes refere que "os professores deverão compreender que as crianças com SA têm um medo quase patológico do ridículo, por isso é preciso reforçar a ideia de que o erro é essencial ao conhecimento e à experiência, e evitar situações que podem resultar em humilhação. O estilo de aprender, as características peculiares quanto à escrita, leitura e cálculo deverão estimular os professores, com ajuda de técnicos experientes, a desenvolver técnicas pedagógicas que potenciem as aptidões e não sublinhem, as dificuldades".
Começa a ser comum a referência ao "Mundo Aspie".

 Enquanto cidadãos desse Mundo, o que os caracteriza? O que os distingue? Traços de personalidade, competências, peculiaridades, síndromes?
A constância desta indelével transitoriedade leva-nos a acreditar, cada vez mais, na sinergia que deve ser colocada no respeito e acolhimento da sua singularidade, enquanto pilar fundamental de intervenção.
Nos reflexos da sua imprevisibilidade, encontram o aconchego e o refúgio salutar nos outros e, por isso, precisam sentir-se compreendidos no seu saber estar, ser e agir e, simultaneamente, demandam que os aceitemos como são. Ser Aspie, ser… simplesmente ser… Não se trata dum mundo de uns e de outros, mas do Mundo que é de todos, com lugar para a igualdade na diferença.

Reconheçamos e deixemo-nos desafiar pela originalidade intelectual e emocional das diversas formas de comunicação e relacionamento, sem resvalar para o proteccionismo exagerado, indiferença ou discriminação exclusiva. (...)

 

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Crianças autistas têm novas actividades em Viana do Castelo

As crianças com autismo de Viana do Castelo já podem participar em actividades como aulas de body-board ou viagens de combóio. São alterações que resultam do esforço da Associação de Amigos do Autismo.

2009-12-03 Jornal da Tarde RTP1

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Dia internacional das pessoas com deficiência

dia internacional do deficiente

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

O dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Acção a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 1982.

Histórias Reais “VIVER A VIDA” novela da Sic

Intervir para a inclusão escolar

educare 1

No Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, 3 de Dezembro, surge falar de inserção social, mas também de inclusão escolar de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem a educação ir ao encontro das suas necessidades e capacidades.

São contraditórios os números relativos aos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) em Portugal. Segundo os dados do Ministério da Educação (ME) apenas 1,8% do total de alunos a frequentarem o sistema educativo se inserem nesta classificação. Os especialistas fazem outras contas: serão mais de 8% os alunos a necessitarem de intervenção na área da educação especial. Acusam o ME de ter apenas considerado naquela percentagem, os alunos com necessidades educativas especiais permanentes, com deficiências auditivas, visuais, com multideficiência e com perturbações do espectro do autismo. Deixando expostos ao insucesso muitos mais alunos carentes de apoio especializado devido a dificuldades de aprendizagem.

Na base desta disparidade percentual está uma indefinição de conceitos e de classificações. Luís de Miranda Correia, autor do Modelo de Atendimento à Diversidade (1995), é uma das vozes mais críticas às políticas educativas dos últimos anos na área da educação especial. Nicole Dias é psicóloga clínica e trabalha segundo o método da análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) na resolução de patologias comportamentais, cognitivas e emocionais. Na celebração do Dia Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiência, urge falar de inclusão social, mas também escolar, de crianças e jovens especiais que nem sempre vêem reconhecidas as suas capacidades.

Repensar a forma como a educação especial tem sido tratada nos últimos quatro anos é "fundamental", diz Luís de Miranda Correia, professor catedrático do Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho. As críticas deste investigador estão voltadas para o Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro, um diploma que tem gerado muita polémica entre a comunidade escolar pela discriminação da maioria dos alunos com NEE, pelo processo de intervenção que prevê, mas sobretudo pela inadequada utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Recorde-se que a CIF foi criada pela Organização Mundial de Saúde para sinalizar problemas do foro físico e está a ser usada para determinar quem são os alunos passíveis de intervenção na área das NEE.

 Ou seja, para despistar problemas do âmbito educativo. Deixando assim escapar alunos com dificuldades de aprendizagem (DA) e problemas de comportamento, que, segundo Miranda Correia, constituem cerca de 60% do número total (8%) de alunos com NEE.
"É um facto irrefutável que a maioria dos alunos com NEE se encontram abandonados à sua sorte nas nossas escolas", diz Miranda Correia, "embora só se possa comprovar [esta realidade] quando o ME resolver fazer estudos de prevalência fidedignos ou os encomendar às universidades", esclarece o professor. "Se fosse possível passar um questionário aos professores nesta matéria, se eles fossem autênticos nas suas respostas, sem medo de represálias, ou de encobrimento daquilo que nunca perceberam, os resultados seriam assustadores", conclui.

Escola inclusiva
"Não podemos esquecer que os alunos com NEE passam parte significativa do seu dia-a-dia nas escolas, se tivermos em conta os princípios que a inclusão pressupõe. E, se assim é, durante esse período crucial do seu desenvolvimento, não só terão de interagir continuamente com professores e colegas, mas também estarão expostos às mais diversas estratégias e métodos de ensino", diz Miranda Correia. Para que estes alunos possam ter sucesso escolar, o professor defende ser "necessário criar ambientes educativos seguros e assegurar aprendizagens que se identifiquem com as suas capacidades e necessidades para que um dia venham a atingir um nível de independência, vida de qualidade e produtiva como membros activos da sociedade".

Com a mudança ministerial, Miranda Correia lança um apelo a Isabel Alçada, a nova titular da pasta da Educação: "Que o seu Ministério tenha sempre presente que as decisões educacionais e políticas se devem basear nos resultados da investigação e nas boas práticas."
Práticas de intervenção

A inclusão escolar de crianças com NEE permanece um tema controverso. Mas actuando ao nível da dinâmica de grupo é possível conseguir processos de inclusão eficazes, trabalhando competências que colmatem défices de atenção, dificuldade de compreensão da instrução, da linguagem e problemas ao nível da comunicação, tendo em vista o sucesso escolar.

Como explica Nicole Dias, directora do ABA, Centro de Terapias Comportamentais, a intervenção começa por ser individual, criando na criança os pré-requisitos e as pré-competências necessárias para funcionar em grupo. Segue-se a inclusão num pequeno grupo, de um ou dois pares da turma. "Mas para que isto aconteça é preciso que haja a colaboração dos pais das outras crianças e da escola em geral, no sentido de serem criadas as condições para este processo ser aplicado". Na fase de intervenção seguinte, alarga-se o número de elementos do grupo até seis crianças e faz-se uma simulação da sala de aula.

Começa-se, desta forma, a treinar a instrução em grupo. À qual se segue a introdução da criança no contexto de sala de aula regular. Neste nível deixa-se o trabalho directo com a criança e passa a haver uma transmissão de estratégias para os professores ou educadores. "Vamos acompanhando a sala toda e gradualmente fazendo a nossa retirada, assim se espera que a terapeuta já não seja necessária e esteja concluído um processo eficaz de inclusão", explica Nicole Dias.

O ABA, Centro de Terapias Comportamentais, intervém actualmente em 14 crianças e jovens com idades entre os 3 e os 19 anos que apresentam diversas problemáticas do foro comportamental e psicológico. São, na sua maioria, casos de perturbações do espectro do autismo, mas também de epilepsia, atraso mental, trissomia 21 e perturbações alimentares.

Os métodos e as técnicas têm por base a análise comportamental aplicada (ABA - Applied Behaviour Analysis) e podem, segundo Nicole Dias, ser usados em qualquer situação. Funcionam através do reforço, ajudas específicas e objectivos concretos. "A ABA tem uma vertente diferente das outras intervenções por ser extremamente objectiva, tudo é mensurável, portanto o progresso da criança ou jovem é acompanhado diariamente", refere a psicóloga. O trabalho é sempre realizado em contexto real, explica Nicole Dias. "Todas as intervenções acontecem no ambiente em que aquela criança precisa de funcionar, seja em casa ou na escola, e há sempre um trabalho complementar com a família e restantes intervenientes identificados na vida da criança, se não o processo não é viável."

 Nicole Dias não tem dúvidas sobre os benefícios da inclusão de crianças com NEE na escola regular. "Desde que se atenda às suas necessidades específicas, com as devidas adaptações dos currículos e técnicos presentes que possam apoiar os agentes educativos". Mas alerta: "Muitas vezes é preciso haver um trabalho individualizado em que a criança está fora do grupo, embora depois ela tenha todos os benefícios em ser novamente inserida nele."

Esta inserção "tem de ser feita com muito cuidado e tendo em atenção as necessidades da criança e do grupo", sublinha Nicole Dias. Algo que nem sempre é tido em conta. "Acontece frequentemente que o processo [de inclusão] é feito de forma abrupta, sem que sejam estabelecidos objectivos concretos e depois anda tudo à deriva", critica. Algumas destas questões estarão em debate na Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 5 de Dezembro, num colóquio intitulado "Inclusão: Um desafio entre o ideal e o real", organizado precisamente pelo ABA.

De modo geral, o centro ABA entra nas escolas através do apoio individualizado que presta a alunos com NEE cujos pais procuram o centro. Dessa experiência de trabalho, Nicole Dias tem verificado "que a escola, por si só, tem alguma dificuldade em dar resposta a todas as necessidades educativas especiais", nomeadamente pela falta de técnicos formados e de estruturas que permitam fazer uma inclusão eficaz.

No entanto, é "na fase de inserção no grupo que o apoio da escola se torna importante, porque temos mesmo de trabalhar com os outros alunos e em todos os contextos, seja no refeitório, recreio, salas ou ginásio", esclarece Nicole Dias. Apesar da falta de recursos nas escolas, a psicóloga não tem encontrado resistência à actuação do centro, "quando lhes é oferecido esse apoio, a receptividade entre professores e educadores é de ressalvar". E essa abertura é essencial ao trabalho de inclusão.

Funcionária contratada para tomar conta do pequeno Rafael

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Rafael, de sete anos, que frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha e sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo, já tem acompanhamento no estabelecimento de ensino.

A falta de uma auxiliar nesta Escola já foi noticiada pelo JORNAL DAS CALDAS. Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II, revelou que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha contratou uma funcionária, através do POC (Plano Ocupacional de Emprego) para acompanhar o Rafael e para dar algum apoio às crianças que frequentam as actividades de enriquecimento curricular.

Gil Pacheco reconhece que não é uma situação estável mas garante que a nova colaboradora tem contrato com a duração de um ano. “O ideal era ter uma assistente operacional com o perfil certo, mas como a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) está a orientar para que se contrate através do POC, é preferível ter lá uma pessoa do que não ter ninguém”, sublinhou.

A mãe de Rafael, Mafalda Almeida diz que se reuniu no passado dia 26 com presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II e que ele lhe confirmou que a nova funcionária tinha sido contratada para dar apoio a Rafael. No entanto, a encarregada de educação continua com dúvidas porque tinha lhe sido comunicado que a auxiliar era para dar apoio às crianças das actividades de enriquecimento curricular.

Mafalda Almeida aguarda agora o desenrolar da situação, esperando que a nova funcionária contratada tenha a disponibilidade para acompanhar Rafael da melhor forma.

Rafael tem passado os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.

A doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”, admite a mãe.

Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifestou um grupo de encarregados de educação numa carta enviada à DREL.

O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.

Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.

A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.

Marlene Sousa (texto)

Carlos Barroso (foto)

JORNAL DAS CALDAS