quarta-feira, setembro 15, 2010

Asperger: Síndrome afecta crianças e adultos, sobretudo do sexo masculino

40 mil em Portugal- Notícia Correio da Manhã

Expressões como "o gato comeu-te a língua" ou "ter o rei na barriga". Metáforas, anedotas e entoações. O contacto olhos nos olhos. Expressões faciais de medo, de alegria ou espanto. O que para a maioria das pessoas é evidente e lógico pode gerar algumas confusões e equívocos a quem sofre de Síndrome de Asperger (SA).

terapia

Os ‘aspies’ – nome atribuído aos pacientes – traduzem as palavras de forma literal e são adversos à mudança. Querem ser sociáveis mas tendem a limitar a conversa a temas em que se sentem confortáveis, tais como aviões, comboios, semáforos, planetas e colecções, independentemente do interesse dos ouvintes. São hipersensíveis a sons e ruídos altos e extremamente honestos. O que representa um problema de comunicação e socialização. Para comunicar com um ‘aspie’ deve-se recorrer a frases curtas, precisas e concisas.

O Síndrome de Asperger é uma perturbação dentro do espectro do autismo que se traduz por alterações na interacção social, no uso da linguagem para a comunicação e restrição de interesses. Afecta crianças e adultos e é mais comum nos homens. É uma doença congénita, não tem cura mas o diagnóstico precoce ajuda a melhorar as competências sociais e comunicativas. Em Portugal, estima-se que cerca de quarenta mil pessoas sofram de Asperger.

O neuropediatra Nuno Lobo Antunes recorda o dia em que foi contactado por uma mãe que estranhou o facto de o filho, no berço, evitar o contacto visual e centrar a sua atenção na pulseira. Normalmente os pais percebem que os filhos são diferentes pela dificuldade de integração na sociedade e na escola, explica o especialista. Contudo, este síndrome ainda é desconhecido por muitos técnicos da área da saúde e muitas vezes é confundido com a hiperactividade ou com o défice de atenção, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento.

Esta incompreensão é partilhada pela sociedade em geral, e o doente de Asperger é discriminado e vítima de agressões verbais e físicas, sobretudo no caso das crianças. Há por isso tendência para a solidão e para o isolamento.

"PORTADOR DE ASPERGER PODE TER VIDA NORMAL":  Carla Almeida, Terapeuta de Educação Especial e Reabilitação

Correio da Manhã – Quais as causas do Síndrome de Asperger?

Carla Almeida – As causas do Asperger são desconhecidas, existem muitas dúvidas e já foram realizados vários estudos nesse âmbito. Mas existe uma forte componente genética.

– Como é o tratamento?

– O tipo de tratamento depende da idade. Tem uma vertente individual em que se desenvolvem, de uma forma lúdica e em função dos interesses das crianças, as competências sociais dos pacientes. A experiência de grupo completa o tratamento. Em grupos de quatro pessoas trabalha--se a vertente comunicativa.

– É possível ter uma vida normal?

– Sim, um portador de Asperger pode ter um percurso escolar normal e tirar um curso superior, desde que a sociedade respeite os seus interesses e rentabilize as suas potencialidades.

– Qual a diferença entre Asperger e Autismo?

– No autismo pode haver um défice cognitivo (intelectual). Os doentes que sofrem de Asperger têm uma inteligência média ou, por vezes, acima da média. A outra diferença é a nível da linguagem. Os ‘aspies’ têm um vocabulário cuidado e rico, já os autistas apresentam um atraso na linguagem.

MÉTODO 'SON-RISE' EM PORTUGAL

O método ‘son-rise’, que já existe nos Estados Unidos há várias décadas, chegou finalmente a Portugal. E promete dar uma nova abordagem no tratamento do Síndrome de Asperger. Centrado na relação entre as pessoas, este método ensina a criar e a implementar programas e acções centradas nas crianças. A ideia é evitar que a criança se disperse, fornecendo-lhe estímulos para que ela se concentre na relação com o outro, seja através da fala, do olhar, do toque ou da brincadeira. De uma maneira lúdica e dinâmica, desenvolvem-se as aptidões sociais, emocionais e cognitivas das crianças ‘aspie’.

"SOCIEDADE NÃO ACEITA"

Um postal de Natal com um grafismo "pouco adulto" alertou para um problema que já se arrastava desde a infância. Os gémeos António e Pedro (nomes fictícios) eram crianças hiperactivas, precoces e bem-dispostas. Tinham um percurso regular e bom desenvolvimento. O que não levantou suspeitas. O diagnóstico foi conhecido aos 33 anos, após o alerta de uma psiquiatra amiga da família. Os gémeos tinham Síndrome de Asperger. Nesse momento, as obsessões, a vida recatada e o pouco empenho em procurar emprego fizeram sentido. A notícia caiu como uma bomba no seio familiar, que desconhecia esta patologia. "Comecei a aprender, frequentei colóquios e reuniões", diz a mãe, acrescentando que "a sociedade não está preparada para aceitar e colaborar com a diferença". Hoje com 40 anos, os gémeos recordam o momento em que foram confrontados com o diagnóstico. "Entrei naquele consultório de uma maneira e saí igual", constatou António. Já ‘Pedro assegura que "não foi difícil", porque sempre se foi mantendo informado sobre o Asperger.

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Workshop “Comportamento Verbal: Linguagem e comunicação”, a realizar dia 9 de Outubro, Infantário Ogá Mita, no Porto

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Cátia Sousa
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Silva (Braga) fecha escola a cadeado reclamando um professor

A Escola Básica (EB1) da Igreja acolhe a Unidade de Autistas do Concelho de Barcelos desde o ano passado. Esta foi a moeda de troca para terem ali a leccionar quatro professores. Este ano, e após o arranque das aulas, só havia três docentes, o que motivou protestos.

“Enganados”. Este era o sentimento exteriorizado pelos pais dos alunos da escola básica da Silva, barcelos. A revolta traduzia-se numa enorme faixa de pano preto, colocada no portão principal da escola, exigindo “um professor por turma”.

“Foi-nos prometido que ao vir a unidade de autismo para cá os quatro professores iriam ser mantidos. No ano passado correu tudo muito bem, mas este ano tiraram-nos um professor”, explicou a presidente da Associação de Pais da EB1 da Igreja.

A situação apanhou de surpresa os pais dos alunos, pois nunca esperavam perder um professor, até porque, como explica Carla Cordeiro, “houve um aumento de alunos”. “Temos aqui 63 crianças, entre os quais seis autistas que estão a ser integrados no meio escolar. O primeiro ano vai juntar-se ao terceiro e a aprendizagem vai ser mais complicado, para a além de causar problemas ao professor”, referiu Carla Cordeiro, que adiantou ainda que os pais tudo fizeram para resolver a situação junto da DREN.

“Mandamos um ofício para eles mas não quiseram saber”, sublinhou a presidente da Associação de Pais da EB 1 da Igreja. Indignados com a situação da escola, os pais fecharam a cadeado o estabelecimento de ensino, o que motivou no local a presença do presidente do Agrupamento de Escolas de Lijó, Paulo Sampaio. “Vamos resolver isto a bem”, referiu o coordenador que não quis falar à reportagem do JN.

Após uma reunião no local, os pais, em assembleia espontânea, decidiram-se por deixar o referido elemento dos agrupamentos de escolas cortar o cadeado e decretar o fim do bloqueio escolar, após negociada uma reunião com a autarquia, associação de pais e um encarregado de educação que decorreu na tarde de ontem. Na reunião não foi garantida a pretensão dos pais, pelo que a situação ficou em “stand-by”. “Tratam as crianças como números. O facto de integrar a unidade de autistas já não é razão para ter quatro professores”, disse Carla Cordeiro.

Mesmo assim, após a retirada do cadeado, os pais não autorizaram a entrada dos alunos na EB1 da Igreja da freguesia de Silva, preferindo desmobilizar para casa. “Se após a reunião as nossas pretensões não forem satisfeitas, amanhã os portões da escola voltam a aparecer fechados”, alertou Fernando Miranda, pai de duas crianças que frequentam a escola de Silva. “Esta situação não é justa, pois querem reduzir aos professores e os nossos filhos é que são prejudicados. Não entendo como uma escola, ainda por cima com mais alunos do que no ano passado, tem menos um professor”, fez questão de destacar o encarregado de educação.

segunda-feira, setembro 13, 2010

CONFERÊNCIA Dr.José Luis Cuesta em Viseu

"Indicadores de qualidade de vida para pessoas com Perturb.Espectro do Autismo"

POLO DE FORMAÇÃO DA REGIÃO CENTRO / VISEU
Para Pais,Técnicos, Professores e Público em Geral
25 Setembro 2010

programa viseu programa viseu 1 Para retirar a sua folha de inscrição clique aqui:

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domingo, setembro 05, 2010

Método "Son-Rise" para tratar o autismo chega a Portugal

Portugal experimenta a partir de hoje uma nova abordagem no tratamento do autismo e também do síndrome de Asperger. O programa "Son-Rise" foi criado por pais para outros pais e também para profissionais e já existe há várias décadas nos Estados Unidos. Este método valoriza a relação entre as pessoas e consiste em ensinar a criar e implementar programas e acções centradas nas crianças, que se tornam em participantes activas. Os pais aprendem a interagir de uma forma divertida e dinâmica com os filhos, encorajando, desta forma, o desenvolvimento social, emocional e cognitivo.