segunda-feira, agosto 30, 2010

Nova abordagem ao autismo requer a ajuda de voluntários

Recuperar a criança autista com um intenso trabalho de chamada  ao diálogo e ao contacto com o outro é a base de um método com origem nos EUA e que um grupo de pais quer divulgar em Portugal. Eles pedem voluntários para esse intenso trabalho de estímulo.

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A mãe da Carolina acredita que “este é o caminho para que uma criança autista se torne independente e faça as suas escolhas”. E assegura ao JN que, entre outros aspectos, muito melhorou o contacto visual que a sua filha agora já consegue estabelecer. Isso porque Susana Silva tem vindo a pôr em prática alguns dos ensinamentos colhidos do Programa Son-Rise, desenvolvido por uma associação sem fins lucrativos dos Estados Unidos.

Esse método implica que haja um espaço reservado à criança, com um trampolim, de preferência sem cama e onde os brinquedos são colocados numa estante, a uma altura só acessível com a ajuda de um adulto. A janela deve ter uma luminosidade normal e com uma cortina.

A ideia base deste método é evitar que a criança se disperse e, ao mesmo tempo, fornecer-lhe estímulos e atenção para que ela se concentre na relação com o outro, seja através da fala, do olhar ou do toque e da brincadeira.

E estas são das capacidades que mais estão ausentes no autismo, caracterizado, entre outras expressões, por alheamento do ambiente e gestos repetitivos, por vezes com auto-agressões e dificuldades no recurso à casa de banho.

Susana Silva, com o companheiro e mais alguns pais de crianças autistas da região do Porto estão a lançar a Associação “Vencer Autismo”, que tem como um dos grandes objectivos divulgar o Programa Son-Rise.

O casal foi aos EUA aprender os fundamentos desse método e já está convicto dos resultados. Asseguram que “o método não tem segredos, é simples e não se compra”. Além de ajudar à progressão da criança, referem, ajuda também os pais a lidar com situações difíceis, por exemplo, as especiais “birras” destas crianças em espaços públicos.

José Santos, o companheiro de Susana, a mãe da Carolina, e também dinamizador da “Associação Vencer Autismo”, afirma que não se trata de receitar o método às famílias, mas sim apoiá-las.

No âmbito da actividade próxima da associação, esta procurará obter fundos para ajudar em dificuldades como as dietas especiais a que muitas vezes os autistas estão sujeitos. Muitas vezes pode ser aconselhável uma dieta sem glúten nem caseína, dada a frequência de paredes intestinais permeáveis e a fixação de metais pesados como o chumbo e o mercúrio no organismo.

Ao apelo que lançaram para voluntários receberam cerca de 15 respostas de todo o país, o que, segundo Susana Silva, “abre espaço para a ajuda a famílias que entretanto estão a frequentar o curso de iniciação ao método nos EUA”. No Porto há três famílias a aplicá-lo.

O interlocutor adulto nesta chamada à realidade da criança autista deve ?interessar-se pelo que a criança está a fazer, não a julgar e festejar sempre que ela se esforça por entrar em contacto?, nomeadamente através do olhar. Tudo através de muita preserverança, em longas sessões que os pais, por tarefas profissionais e limites de resistência, não podem garantir a tempo inteiro.

2 comentários:

  1. Olá, achei muito interessante o seu blog. Indiquei o link no meu.
    Abraços,
    Lila

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  2. Ola boa tarde,gostava de fazer voluntario com crianças autistas,visto eu ja ter trabalhado com crianças autistas..
    Podiam me dizer alguma coisa para o meu mail,mixgary_kr@hotmail.com

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