quinta-feira, maio 28, 2009

A interacção entre os humanos e os golfinhos remota já desde os tempos mais antigos. Conta-se a história de uma criança na Grécia, Dionísio, que tinha como amigo um golfinho. Ia buscar a criança todos os dias á praia e levava-o nas costas para brincarem no mar.Era um fenómeno local, todos sabiam e iam ver. Um dia o golfinho foi buscar o rapaz, mas avançou para muito perto da praia e ficou preso na areia. Como já não era novidade, não estava ninguém na praia. O menino tentou, sozinho, levar o golfinho de volta para o mar. Mas não tinha a força necessária, e o golfinho acabou por morrer.No mundo inteiro contam-se as mais diversas histórias sobre os golfinhos.

A Vitória de Afonsinho

Em Portugal, um dos casos mais mediáticos sobre este tema foi o caso do menino açoriano, o Afonsinho. Certo dia o seu pai, psicólogo numa escola, estava á janela pensando como entrar em contacto com Robiyn, responsável pela associação Renaskigi, e uma colega de trabalho convidou-o para uma palestra. Quando ela disse que o orador era o Robiyn aceitou logo. A partir dai ele, a esposa e o seu filho, Afonsinho, começaram a frequentar os cursos ministrados por Robiyn. Afonsinho era autista. O autismo é um transtorno do desenvolvimento que se manifesta tipicamente antes dos três anos de idade. Compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico, afectando a comunicação e, assim, o convívio social. Apesar de ser irrequieto e perturbar as aulas, as melhoras eram evidentes.

Em 2000 viajaram até aos Açores para participarem num workshop – Harmonia com a natureza e o próximo – Nesse workshop estava organizado um trabalho de interacção com os golfinhos que vivem no mar alto. Os golfinhos vinham ter com eles e brincavam. Afonsinho adorou cada momento que esteve perto daqueles animais carinhosos e brincalhões.

No dia a seguir, o pai apercebeu-se que o seu filho estava a agir de forma diferente. Afonsinho, naquela altura com três anos e meio, nunca se tinha deixado beijar ou tinha beijado alguém. Nesse dia beijou o pai pela primeira vez.

Para Robiyn, as melhoras que ocorreram com o Afonsinho começaram com a prática das actividade dos workshops, mas culminaram com a ida aos Açores e a interacção com os golfinhos. Existem alguns casos de crianças autistas que fizeram a mesma terapia com golfinhos e não obtiveram os resultados iguais aos de Afonsinho. É que hoje ele é uma criança “normal”, vai á escola, tem amigos e adora brincar.

Possível Teoria

Esta interacção entre os animais e o homem está a receber uma especial atenção por parte da medicina. Os resultados desta terapia já são visíveis em casos como o autismo, a surdez e o síndrome de Down.Segundo alguns médicos e psicólogos do Centro de Terapia Golfinhos-Humanos de Miami, existem várias teorias sobre o fenómeno. Uma das possíveis explicações é que os golfinhos utilizam a sua capacidade sonar para identificar desordens neurológicas nas pessoas.Mas segundo esta teoria, esses sons emitidos pelo golfinho deve ter também a capacidade de curar, já que ao se reflectirem nos objectos regressam para eles e são captados pela mandíbula inferior, que, por sua vez, vai transmitir a informação sonora ao cérebro. Desta forma, o golfinho consegue criar imagens sonoras a partir dos diferentes objectos atingidos pelo seu sonar (estrutura molecular dos fluidos e tecidos macios).

Através dos resultados de alguns testes sobre a interacção dos golfinhos e pacientes que sofrem de cancro, concluiu-se que ocorreu uma espontânea e inexplicável regressão da doença.

Os médicos mais cépticos, acreditam que os resultados desta terapia deve-se simplesmente à sensação de relaxamento proporcionada pela interacção com estes animais. O relaxamento estimula o sistema imunológico, o qual é o responsável pelas reacções do organismo humano.

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